Afinal, para que serve o leite cru? Nem Ronaldo ou Gyökeres chegaram tão longe como Haaland
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Rafaela Simões
- 6 jul, 14:02
A alimentação do futebolista norueguês Erling Haaland está a dar que falar. É um dos atletas do mundial em destaque, que desperta curiosidade pelos hábitos alimentares que fogem à regra de outros atletas como Cristiano Ronaldo.
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A coleção de carteiras de luxo de Erling Haaland
A alimentação é um dos pilares invisíveis do sucesso de grandes atletas. No que toca ao futebol, por detrás dos golos há planos alimentares desenhados ao detalhe, horas de descanso rigorosas e uma disciplina que poucos conseguiriam manter.
Já muito se falou do frigorífico de Cristiano Ronaldo, no qual não falta fruta, legumes, iogurtes, várias garrafas da Ursu, a marca de água que lançou em 2023, e até uma garrafa de água aromatizada com limão e hortelã, tratando-se de uma alimentação sem grandes extravagâncias, mas com os nutrientes essenciais.
Também Viktor Gyökeres, conhecido pela impressionante condição física, segue um plano simples, que privilegia a comida de qualidade e a boa hidratação, sem esquecer os shots de gengibre que bebe regularmente.
Mas há alguém que consegue segue uma dieta bastante mais peculiar. E esse alguém é Erling Haaland.
Através do documentário Haaland: A Grande Decisão, ficámos a saber que o avançado norueguês consome cerca de 6 mil calorias diárias durante os períodos de maior exigência competitiva (para referência, um adulto consome em média até 2.500 calorias) de forma a responder ao enorme gasto energético nos treinos, jogos e recuperação muscular. Com quase dois metros de altura e uma massa muscular muito acima da média, estas necessidades energéticas estão longe de poder ser comparadas às de uma pessoa comum.
Sabe-se que Haaland faz questão de incluir regularmente fígado e coração de vaca na alimentação, por serem carnes extremamente ricas em proteína, ferro, vitamina B12, zinco e outros micronutrientes importantes para a recuperação muscular. O fígado destaca-se ainda pela enorme concentração de vitamina A, enquanto o coração fornece coenzima Q10, uma substância envolvida na produção de energia pelas células.
Apesar do valor nutricional, os especialistas alertam que estes alimentos não devem ser consumidos diariamente pela maioria das pessoas. O excesso de vitamina A, por exemplo, pode tornar-se prejudicial quando ingerido em grandes quantidades durante longos períodos.
Mas há um alimento revelado no mesmo documentário que gera ainda mais polémica.
O leite cru. Em Portugal, chama-se leite cru ao leite que não foi sujeito a pasteurização nem a qualquer tratamento térmico destinado a eliminar microrganismos potencialmente perigosos. Ou seja, é o leite tal como sai do animal.
Pode-se consumir leite cru em Portugal?
A legislação portuguesa permite a venda de leite cru em condições muito específicas, desde que cumpra regras rigorosas de higiene e segurança alimentar. Ainda assim, a recomendação das autoridades de saúde é clara: antes de ser consumido, deve ser fervido. Isto porque pode conter bactérias como Salmonella, Listeria monocytogenes, Escherichia coli ou Campylobacter, capazes de provocar infeções graves, sobretudo em crianças, grávidas, idosos e pessoas com o sistema imunitário fragilizado.
Não sabemos como é que Haaland consome o lei cru, mas o que é certo é que não existem provas científicas sólidas de que o leite cru ofereça vantagens nutricionais ou benefícios para o desempenho desportivo quando comparado com o leite pasteurizado.
Fora a alimentação quase obsessiva de Haaland, o norueguês procura dormir sempre um número ideal de horas, utiliza óculos que bloqueiam a luz azul antes de deitar, evita equipamentos eletrónicos no quarto, expõe-se à luz solar logo ao acordar e chegou mesmo a popularizar o hábito de dormir com fita adesiva na boca para incentivar a respiração nasal (mais uma prática que continua sem evidência científica e que pode mesmo representar riscos em algumas pessoas).
Mas, no final da história, uma coisa é clara: tal como acontece com Cristiano Ronaldo ou com Gyökeres, o verdadeiro segredo está na soma de todos os fatores: alimentação adequada, treino, descanso, recuperação e um plano desenhado especificamente para as necessidades de cada atleta.
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