Fotografia: reprodução do filme "Judas and the Black Messiah"
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Comer mais carne ajuda a viver até aos 100 anos? Eis o que diz um estudo

Foi publicado um novo estudo científico com conclusões que podem surpreender os amantes de carne, mas também os que não a apreciam. Explicamos tudo.

Todos os dias são publicados novos estudos científicos que permitem saber mais sobre o corpo humano e o efeito que a alimentação pode ter. Foi publicada, recentemente, uma investigação que pode ser interessante.

Segundo uma equipa de investigadores, as pessoas que não comem carne podem ter menos hipóteses do que os que comem carne de chegar aos 100 anos de idade. É uma conclusão que pode surpreender, mas tem algumas nuances a ter em conta.

Para o estudo, a equipa de cientistas acompanhou mais de cinco mil adultos chineses com 80 anos ou mais que "participaram da Pesquisa Longitudinal Chinesa sobre Longevidade Saudável, um estudo representativo a nível nacional iniciado em 1998", lê-se na Sciene Alert.

Quando analisaram os dados perceberam que seguir uma dieta sem carne reduz as hipóteses de chegar aos 100 anos e que incluir esse alimento na dieta as aumenta, uma conclusão que parece contrariar décadas de estudos que associam dietas à base de plantas riscos mais reduzidos de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade.

Pode, no entanto, existir uma explicação. Segundo os autores do estudo, as necessidades nutricionais alteram com a idade, ou seja, à medida que envelhecemos, o gasto energético reduz-se, enquanto a massa muscular, a densidade óssea e o apetite tendem a diminuir, aumentando o risco de desnutrição e fragilidade.

Para os idosos, com mais de 80 anos, acaba por ser mais importante consumir uma quantidade adequada de proteína, vitaminas, como a B12, cálcio ou vitamina D, algo que nem sempre acontece em dietas vegetarianas rigorosas e sem planeamento cuidadoso.

É ainda importante mencionar que a associação entre não comer carne e uma menor probabilidade de atingir os 100 anos foi observada sobretudo em participantes com baixo peso. Não foi tão evidente em pessoas que tinham o peso certo, por exemplo.

Os investigadores também perceberam que as pessoas que não comiam carne mas incluíam peixe, laticínios ou ovos nas suas dietas tinham hipóteses semelhantes de chegar aos 100 anos, isto pode sugerir que a ingestão de alimentos ricos em nutrientes essenciais pode compensar a ausência de carne.

Tendo isto em conta, os resultados deste estudo observacional servem para perceber que as necessidades nutricionais variam ao longo da vida.

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