Telemóveis | Fotografia: Unsplash
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Serão as redes sociais prejudiciais para a saúde mental? A opinião de uma psicóloga surpreende

Foi publicado recentemente um estudo sobre o uso das redes sociais e os efeitos sobre a saúde mental. O que diz a psicóloga Carolina de Freitas Nunes, diretora clinica da CogniLab.

Drª Carolina de Freitas Nunes, psicóloga e diretora clinica da CogniLab

O novo estudo vem desmontar uma ideia muito enraizada: mais redes sociais ou videojogos não significam automaticamente pior saúde mental nos adolescentes. 

A investigação da Universidade de Manchester mostra que o tempo passado online, por si só, não aumenta ansiedade nem depressão. Nem o tipo de uso mais ativo ou mais passivo explica, sozinho, o sofrimento psicológico.

O que muitas vezes acontece é o inverso: jovens que já estão mais ansiosos ou em baixo tendem a usar mais as redes ou o gaming como forma de se distraírem ou procurarem conforto.

Isto obriga-nos a mudar o foco. A questão não é quanto tempo estão online, mas como usam, com quem se ligam e o que lhes está a faltar fora do ecrã.

Num contexto em que a saúde mental dos jovens está a piorar, como alerta a Organização Mundial da Saúde, este estudo lembra-nos algo essencial: a tecnologia raramente é a causa e é muitas vezes o espelho do que já está a acontecer emocionalmente.

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