O novo estudo vem desmontar uma ideia muito enraizada: mais redes sociais ou videojogos não significam automaticamente pior saúde mental nos adolescentes.
A investigação da Universidade de Manchester mostra que o tempo passado online, por si só, não aumenta ansiedade nem depressão. Nem o tipo de uso mais ativo ou mais passivo explica, sozinho, o sofrimento psicológico.
O que muitas vezes acontece é o inverso: jovens que já estão mais ansiosos ou em baixo tendem a usar mais as redes ou o gaming como forma de se distraírem ou procurarem conforto.
Isto obriga-nos a mudar o foco. A questão não é quanto tempo estão online, mas como usam, com quem se ligam e o que lhes está a faltar fora do ecrã.
Num contexto em que a saúde mental dos jovens está a piorar, como alerta a Organização Mundial da Saúde, este estudo lembra-nos algo essencial: a tecnologia raramente é a causa e é muitas vezes o espelho do que já está a acontecer emocionalmente.
