O ano ainda agora começou e Portugal não pára de ser falado lá fora. Depois de o New York Times ter incluído Coimbra na lista das 52 cidades a visitar em 2025, o diário britânico Telegraph voltou a destacar uma cidade portuguesa.
Albufeira foi considerada a cidade costeira mais feia da Europa num ranking. A decisão gerou controvérsia entre moradores e visitantes que há décadas vêem no destino algarvio um local de praias e clima apetecíveis.
Para justificar a escolha, o jornal apontou a concentração de bares, a intensa vida noturna e os blocos de apartamentos pouco estéticos como elementos que descaracterizam a antiga vila piscatória, transformando-a num espaço urbano marcado pela construção moderna em larga escala.
A decisão dividiu opiniões. Por um lado, residentes e empresários locais destacaram que Albufeira continua a receber inúmeros turistas que contribuem para a economia regional e para a projeção internacional do Algarve, reforçando o papel do concelho como motor turístico no sul do país.
Por outro lado, os críticos de Albufeira afirmam que a ocupação desordenada do território e a ausência de requalificação arquitectónica retiram parte do charme tradicional da cidade.
Apesar do rótulo pouco simpático, Albufeira não deixa de ser um dos destinos mais procurados para férias em terras britânicas. Muitos visitantes queixam-se, porém, de que a expansão desenfreada e a pressão turística ofuscam as vistas.
Enquanto a classificação negativa gera debates, a cidade prossegue com esforços para equilibrar diversão e qualidade urbanística, procurando combinar a fama da vida noturna com a requalificação do património local.
Embora encarada por alguns como um fator dissuasor, a menção de Albufeira entre as cidades mais feias da Europa também ganha visibilidade como incentivo para melhorar espaços públicos e preservar a sua identidade histórica.
