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48 horas em Cascais: o que ver, onde comer, onde ficar

Num passeio entre Carcavelos e o Guincho, Cascais dá-nos as praias, a gastronomia, o clima, a animação cultural e uma sofisticação descontraída.

É difícil não nos rendermos ao cenário idílico da cidade que atrai cada vez mais turistas. A proximidade à costa e a um espírito cosmopolita e tranquilo seduz-nos. Não há dúvidas de que quem visita Cascais deixa a promessa de voltar.

O que ver?

Começamos as nossas 48 horas no centro de Cascais, na BeWe, a concept store que acaba de chegar à cidade e que promete uma experiência que vai além de uma simples visita. Veruska, a responsável do espaço, decidiu sair do Brasil e mudar-se para o paraíso que considera ser Cascais para dar a conhecer cerca de 70 marcas, maioritariamente nacionais, escolhidas criteriosamente pela história que trazem e pela sua sustentabilidade ambiental, económica e social. E o melhor ainda está para vir: a loja vai abrir uma esplanada, onde vamos poder desfrutar de um belo café.

E saltamos para a Osklen, marca icónica made in Brasil, que combina arte, design e sustentabilidade, e encontra espaço na Marina de Cascais - um ponto de referência a visitar (e nem precisamos de um barco para lá chegar) e desfrutar das esplanadas.

Ainda nas compras, seguimos para o Mercado de Cascais. Nascido nos anos 50 e cheio de história, este mercado tem um dinamismo único que, nos dias de hoje, vai além das bancas de frescos e inclui bares e restaurantes muito procurados pelos petiscos e pelo bom marisco.

Também repleto de história está o Centro Cultural de Cascais, que inicia um pequeno roteiro cultural com paragem obrigatória na Casa Sommer, no Museu Conde Castro Guimarães e na Casa das Histórias de Paula Rego.

Para um bom passeio e caminhadas ao ar livre, aconselhamos o Parque Marechal Carmona onde chegam famílias de todas as gerações. É um espaço que oferece um pouco de tudo, basta pensar nos parques infantis, ou nas galinhas e nos pavões que atropelam o nosso caminho e se cruzam com os aficionados do desporto. E é a correr que vamos para o paredão e a ciclovia, lugares que apelam ao exercício físico e oferecem ginásios de céu aberto, como é o caso do Fitness Park da Guia.

Não podíamos terminar a visita sem estender a toalha de praia e, para isso, temos a famosa praia do Guincho, onde rapidamente descobrimos que não é só feita de descanso, de surf e de bronze.

Onde comer?

É na praia do Guincho que vamos provar as melhores bolas de Berlim e nem precisamos de sair da toalha, basta ouvir “olha a bolinha” e acenar. Saindo do areal, o Bar do Guincho recebe-nos de pé descalço e oferece hambúrgueres com muita pinta. Ainda para uma refeição rápida, aconselha-se o Hot Dog Fusão que a maioria conhece como “os cachorros do Guincho”. Por sinal, são os melhores e nem precisa de ser fã de fast food para querer sujar as mãos com os molhos que recheiam o pão doce.  

Mas se o mood é mais fancy, não podemos deixar de visitar a Fortaleza do Guincho, um dos mais conceituados e premiados restaurantes de Cascais, uma estrela Michelin graças ao trabalho magnífico do jovem chef Gil Fernandes.

Aconselhamos também uma visita à Casa da Guia, um espaço que preserva o seu emblemático palacete do séc. XIX, rodeado de uma verdadeira experiência gastronómica, com restaurantes e quiosques para refeições mais leves. E não se esqueça de visitar as inúmeras lojas de roupa, de design e de arte que encontra nos vários recantos deste pequeno paraíso.

Para outros paladares, vamos ao sushi preferido de todos, o Confraria, para saborear numa esplanada acolhedora, onde se come cada peça a sonhar com a próxima visita.

Gostos não se discutem, mas é de suspeitar de quem não gosta de um jantar de petiscos. Claro que me refiro ao célebre Páteo do Petisco, onde encontramos o melhor do típico: dos pimentos padrón aos croquetes de alheira.

Também não podíamos deixar a Rua Amarela fora deste itinerário, até porque fazer a festa e beber copos com os amigos é o mote desta zona vedada ao trânsito, com esplanadas que transbordam convívio e boa comida – a gastronomia é variada e encontramos de tudo, de mexicanos a asiáticos e a um excelente marroquino..

E se no dia a seguir é para dormir até mais tarde, o brunch é na Gleba que se juntou à Milkee e casou o pão acabado de sair do forno com os bolos caseiros. O brunch compõe-se com uma tosta de abacate, uma taça de iogurte com granola e fruta, café, sumo de laranja e aquelas que são das melhores cookies que já provámos.

Onde ficar?

A nossa aposta vai para o Hotel Sheraton de Cascais. Esta cadeia hoteleira tem a melhor fama e os motivos são óbvios para quem lá fica. Rodeado de jardins e campos de golfe, este resort traz a sofisticação e o conforto que de precisamos para repor as energias de um atarefado roteiro.

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