Experiências a viver numa visita ao Dubai
Experiências a viver numa visita ao Dubai
Evasão

Já conheces o lado menos popular do destino mais popular do mundo?

Em 2024, o Dubai voltou a ser considerado o destino mais popular do mundo nos TripAdvisor Traveller´s Choice Awards. Se não estava no teu plano de viagens deste ano, (re)considera.

Only in Dubai. O que já foi slogan numa campanha de promoção do Turismo do Dubai, tornou-se a expressão a que recorro sempre que não me consigo expressar sobre esta cidade dos Emirados Árabes Unidos. Porque há coisas que…Only in Dubai. E só o Dubai para me provar que, com todos os lugares comuns que lhe encontrava, este seria um regresso fora do comum. Há paixões que não acontecem à primeira vista e só me apaixonei neste nosso segundo encontro. Maktub, diz-se em árabe, e sim, “estava escrito”.

Entre o que é popular no destino mais popular do mundo, está, por exemplo, o Burj Khalifa. O arranha-céus que nunca me fez voar até ao Dubai, mas que me fez companhia em muitas das viagens de carro nestes dias. Não o procurei, ele encontrou-me sempre. Talvez para me recordar que em cerca de 50 anos, o “Dare to Dream” do Sheikh Mohammed bin Rashid transformou a cidade de areia na cidade de superlativos que é hoje. O Dubai tem tanto de sonho como de realidade. Como o explicar? Volto à minha apropriação de só no Dubai. E venceu-me e convenceu-me. O sedutor Burj Khalifa. Nele, está o sonho e a ambição desta cidade. E se é para sonhar, subo ao 122.º andar para um pequeno almoço decadente servido acima das nuvens, no lounge do At.mosphere.

Quando o Sheikm Mohammed disse “é preciso um homem de visão para escrever na água…”, o seu poema pareceu só poesia. Mas nas entrelinhas, estava a visão com que o Dubai tem crescido ao conquistar terra ao mar, tal como, dia e noite, continua a construir o futuro onde ainda há areia para o construir. Só no Dubai se sente que uma cidade pode mudar tanto e todos os dias. Que a engenharia não vive sem poesia. Que os projetos futuristas em que mais é (mesmo) mais, têm acompanhado a estratégia de valorização da herança histórica como se sempre tivessem vivido no mesmo tempo.

Entender tudo isto não é fácil. Como o passado está a inspirar o futuro. E o Dubai sabe. E dá uma ajuda. No histórico bairro Al Shindagha, junto às margens do Dubai Creek, das antigas casas fez o Museu Al Shindagha. Com tecnologia sofisticada, naturalmente, fala-nos sobre a vida humilde dos beduínos que aqui viveram e dos que aqui fizeram vida dedicados à pesca, dos mergulhadores das que chegaram a ser as pérolas mais famosas de todo o Golfo, dos dias em que o comércio marítimo colocou o Dubai no mapa. Este passado rico do Emirado onde hoje não falta riqueza, encontra uma ponte metafórica no Dubai Frame, com a arquitetura a “emoldurar” a vista panorâmica da velha e da nova Dubai.

E esta nova Dubai diz-me que tudo o que se possa imaginar aqui encontra-se. Faltava-me só imaginação. Que é o que não falta ao Jameel Arts Centre, no apoio à criação artística e ao empreendedorismo criativo em todo o Médio Oriente e Norte de África. É uma das primeiras instituições de arte contemporânea no Dubai, uma plataforma que provoca o diálogo de ideias e que consolida o posicionamento da cidade como um destino de referência pela oferta cultural.

É fácil de perceber porque foi, estrategicamente, escolhido pelo restaurante Teible para apresentar o seu conceito de design minimalista e de uma nova cultura gastronómica. Com um menu de produtos locais e frescos, uma cozinha sustentável, sazonal e simples, quer mudar o status quo gastronómico (e mais popular) do Dubai. Sendo um restaurante, também há arte na forma como me fala sobre a beleza dos ingredientes cultivados nos Emirados Árabes Unidos. 

E insisto que só no Dubai, a paixão pela cultura, pela criatividade, pelo conhecimento e pela inovação é uma biblioteca construída na forma de um tradicional rehl de madeira onde se pousa um livro aberto. E que obriga a uma nova leitura sobre o que conhecia de bibliotecas até hoje. Na Mohammed Bin Rashid Library, há arquitetura, há quem leia junto ao lago interior num dos sete pisos do edifícios, há robots que trazem os livros pedidos. É a maior na região, o seu acervo é de fazer inveja e é, até hoje, o investimento cultural mais ambicioso deste Emirado.

Tem tanto de extravagante. Como tem de cool. E entre os dois, o Dubai é também hoje este hub cultural onde encontro, desta vez, a Alserkal Avenue, um polo artístico que promove a comunidade criativa e apoia a produção cultural. Há galerias de arte contemporânea, concepts stores, há instalações nas ruas, eventos que vão do teatro à literatura, há cafés, há street food e há tantos idiomas que lhe dão ainda mais mundo.

E há tanto e tanto de tudo no Dubai. Onde se pode ser único, ao mesmo tempo que se pode ser plural. 

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