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O Renascimento português chega ao Louvre com a LVMH

“A idade do ouro do renascimento português” está numa ala do Louvre com obras do Museu Nacional de Arte Antiga e o patrocínio da maior casa de luxo internacional, a LVMH. A ponta do grande iceberg que é a temporada Portugal-França, espalhada por vários espaços culturais em ambos os países.

Se a nossa aliança política, europeia e secular, sempre foi com o Reino Unido e os nossos mais entusiasmados turistas no Algarve começaram por ser os ingleses, agora vivemos um claro momento francófono. Parte de Lisboa para o resto do país, passando pela Comporta e Melides, naturalmente. Se durante décadas, Paris era o destino preferencial dos emigrantes pobres portugueses, assim como de alguns intelectuais fugidos à ditadura de Salazar, Lisboa é hoje claramente um destino de vida preferencial dos emigrantes ricos franceses.

Talvez por isso, ou talvez não, a temporada Portugal-França, que atravessa este ano de 2022 celebra essa proximidade em vários espaços culturais portugueses e franceses, a propósito da presidência francesa do Conselho Europeu e dos compromissos comuns para a Europa do século XXI, nas áreas da Ecologia, principalmente no que diz respeito ao Oceano, da igualdade de género e dos valores da inclusão, entre outros.

São mais 200 projectos comuns e 480 eventos espalhados pelos dois países. Assim, se a retrospetiva da aclamada artista e realizadora Agnès Varda está na Fundação de Serralves, por exemplo, ou a galeria Underdogs teve todo um programa partilhado de arte pública, que levou Wasted Rita, Add Fuel, Tamara Alves e Maismenos a cruzarem-se com artistas francesas, em cidades portuguesas e francesas, o Museu Nacional de Arte Antiga leva as suas obras ao Louvre, para a mostra “A Idade do Ouro do Renascimento Português”.

É a primeira vez que os visitantes do Louvre descobrem “a elegância e a conseguida arte dos pintores activos em Lisboa na primeira metade do século XVI”, apresenta o grande museu francês. Uma época de florescência artística rara na capital portuguesa graças ao patrono das artes que foi o rei D. Manuel I, que não só se fez rodear de cortesãos particularmente talentosos como viveu a era dourada da escola de pintura portuguesa.  

Mostram-se talentos como Nuno Gonçalves ou Jorge Afonso, que muito beberam à escola flamenga e ao Renascimento italiano, retratando com um olhar atento, e tantas vezes humorado, paisagens poéticas, detalhes de Arquitectura e tecidos e acessórios preciosos. A curadoria é de Charlotte Chastel-Rousseau, do departamento de pintura dedo Louvre, e de Joaquim Oliveira Caetano, director do belo Museu Nacional de Arte Antiga português.

A maior casa de luxo internacional, a LVMH é a grande patrocinadora desta exposição portuguesa em Paris. Recorde-se que a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton detém 14 casas de moda e acessórios - entre elas a Louis Vuitton, naturalmente, mas também a Loewe e a Celine, a Christian Dior e a Givenchy, a Marc Jacobs e a Kenzo, Emilio Pucci ou a Fendi – 15 casas de cosmética – como a Guerlain e a Acqua di Parma, a Benefit e a Make up Forever, mas também a Fenty de Rihanna e os perfumes das casas de moda já referidas – oito casas de relógios e jóias, como a Chaumet, a Tiffany & Co e a Bulgari, a Tag Heuer e a Hublot, e 26 casas de vinho e espirituosas, entre vários rótulos conhecidos, nomeadamente as históricas Dom Pérignon, a Ruinart e a Veuve Cliquot e, claro, a marca Möet et Chandon e os conhaques Hennessy.

A Idade do Ouro do Renascimento Português, na ala Richelieu do Louvre, até 10 de outubro, bilhete de um dia €17 euros.

 

 

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