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Há um lugar no mundo preparado para a subida da água do mar, diz estudo

O perigo é real e estamos conscientes disso. No entanto, há um lugar no mundo preparado para enfrentar as consequências das alterações climáticas.

Onde viver? No país que melhor se prepara para enfrentar as alterações climáticas

A praia mais azul fica muito perto de Lisboa. Conheces?

Sabemos que as alterações climáticas têm impactado de várias formas o planeta Terra, refletindo-se em especial no aumento da temperatura média global. Mesmo que se mantenha abaixo dos 1,5°C, meta fixada pelo Acordo de Paris, é inevitável a subida do nível do mar até 2050, de acordo com um estudo publicado na revista Communications Earth and Environment, citado pelo jornal The Guardian.

Isto significa que milhares de pessoas podem vir a ser forçadas a afastarem-se das zonas costeiras, mesmo que o nível médio de aquecimento da última década se mantenha, de acordo com os cientistas. Sabe-se que, atualmente, cerca de 230 milhões de pessoas no mundo vivem a menos de 1 metro acima do nível atual do mar e mil milhões vive a menos de 10 metros acima do nível do mar. Números alarmantes e Portugal está incluído.

Sendo o país banhado pelo mar, a subida do nível de apenas 20 centímetros até 2050 devido ao degelo da Gronelândia e da Antártida poderá ter um impacto significativo, obrigando muitos a procurar outro sítio para viver, principalmente nas próximas gerações. 

“Com o atual aquecimento de 1,2°C, a subida do nível do mar está a acelerar a taxas que, se continuarem, se tornarão quase incontroláveis ​​antes do final deste século, ou seja, durante o tempo de vida dos nossos jovens”, alertam os cientistas.

Quais são então os melhores lugares para viver e evitar uma “migração catastrófica” pela subida do nível médio da água do mar?

Segundo dados do Índice Notre Dame Global Adaptation Initiative, publicados no site Heatable, o melhor país para viver é a Noruega, uma vez que o país tem rigorosas políticas de ação climática, tendo projetado uma meta de neutralidade de carbono até 2030. Para além do mais, tem uma elevada infraestrutura de energias renováveis (hidroelétrica e eólica) e forte segurança alimentar para situações de crise.

Ao reunir estas condições, a Noruega é um dos países com maior probabilidade de sobreviver às mudanças climáticas, tendo um dos scores mais altos do índice ND-Gain, de 74,7.

Apesar de a Noruega ter uma das maiores zonas costeiras do mundo, é precisamente por essa razão, e a consciência disso, que faz com que seja um dos países mais bem preparado. A ele segue-se no pódio a Finlândia, com 72,9 pontos no índice ND-Gain, e a Suíça, com 72,1 pontos no índice ND-Gain. 

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