Saltos altos | Fotografia: Tom Kelley, Getty
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Saltos altos: ortopedista aponta 9 conselhos para evitar lesões em altura de festas

Em altura de festas, é comum os saltos altos saírem do guarda-roupa. Mas... há que ter cuidados. Um artigo educativo por Luís Teixeira, ortopedista especialista em patologia da coluna vertebral.

Dr. Luís Teixeira, ortopedista especialista em patologia da coluna vertebral e diretor do Spine Center.

Em época de celebrações, os saltos altos não podem faltar. No entanto, a coluna não agradece esta opção. Eis alguns conselhos que vão além da escolha do calçado para iniciar o ano sem dores nas costas.

De acordo com um estudo do International Journal of Clinical Practice, são os tornozelos, calcanhares e gémeos os primeiros a sofrer com o uso inadequado de saltos altos, mas a lista não fica por aqui.

Este tipo de sapatos pode desequilibrar a zona muscular que apoia a articulação do tornozelo, causando instabilidade, mas também perturbações da coluna vertebral. De facto, os saltos altos alteram a forma de andar, uma vez que inconscientemente modificam a postura (ombros mais para trás, cabeça mais para a frente). E esta ligeira alteração, causa uma angulação diferente na coluna que tem um grande impacto nas articulações, calcanhar, tornozelos, e também nos joelhos. Além disso, a longo prazo, esta incorreção na postura pode contribuir para lesões do foro músculo-esquelético.

Daí que seja importante promover os bons hábitos relacionados com a saúde da coluna dos portugueses. Não são apenas as dores nos pés que se fazem sentir: A postura forçada pelo uso dos saltos altos, acaba por alterar a sua postura, afetando a zona do trapézio e também a região lombar.

1) Escolhe bem o calçado: é muito importante que os saltos altos permitam que o pé tenha estabilidade, o que será possível com bases mais largas, evitando também futuras quedas;

2) Foge das alturas: evita o salto excessivamente alto e opta no máximo por 3/4 cm de altura;

3) O teu número: muito importante é também que respeites o teu tamanho de calçado, para que o sapato não fique nem apertado, nem folgado;

4) Respeita o formato dos pés: além das dores, o salto alto favorece a torção do tornozelo e, com o avançar da idade, aumenta o risco de quedas e fraturas secundárias. Além disso, a compressão pode afetar a circulação e causar dores e tensão nestas regiões;

5) Alongamentos isquiotibiais: faz alongamentos da perna e dos pés diariamente, além da prática regular de exercício físico. Estes exercícios são importantes para prevenir o aparecimento de dores e inflamações;

6) Descalça-te: sempre que possível, senta-te, retira o calçado e apoia os pés no chão de forma a corrigires a tua postura e a diminuíres a sobrecarga nas estruturas da coluna, ao mesmo tempo que alivias a pressão que o peso do corpo exerce sobre os pés;

7) Foge dos saltos agulha: opta por saltos mais largos que concedam mais estabilidade à passada. Modelos de salto agulha devem ser evitados, sobretudo se muito altos;

8) Limita o uso de saltos: limite o uso deste calçado a dois, máximo três dias por semana. E nos dias de descanso, procura reforçar as caminhadas;

9) Hidrata-te: uma hidratação adequada é muito importante para prevenir caibras e para garantir que todos os músculos estão a trabalhar corretamente.

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