Há francesinhas que geram consenso e outras que se tornam virais precisamente por fazerem o contrário. Esta ficou conhecida como “a francesinha mais odiada da internet”, não só por não seguir o registo tradicional, mas sobretudo pela cor e a forma como o molho se comporta no prato. Falamos da francesinha servida no Picanharia by Oliboilé, um restaurante localizado em Cascais, que nas últimas semanas tem sido alvo de comentários intensos nas redes sociais.
Num vídeo recente, Chentric, criador de conteúdo e crítico gastronómico conhecido pela frontalidade das suas reviews, decidiu ir provar a francesinha polémica que tem dominado os comentários nas redes sociais. Com mais de 177 mil seguidores no Instagram e mais de 115 mil no TikTok, é habitual vê-lo a analisar pratos sem rodeios — e esta francesinha não foi exceção.
A experiência começou com um croquete “com bastante carne”, acompanhado por um molho de mostarda envolvido com maionese e um leve toque de mel.
Chegada à francesinha, o foco vai imediatamente para o molho. Ao contrário do habitual, trata-se de um molho avermelhado, mais líquido, que ao entrar em contacto com a francesinha escorre quase de imediato. Foi precisamente essa característica que originou grande parte da polémica online e comentários como “molho antiaderente” ou “francesinha impermeável”. A cor avermelhada, resultante do vinho do Porto, só veio intensificar o debate.
Em termos de sabor, o próprio descreve o molho como agridoce e suave, com o vinho do Porto a assumir-se como o elemento mais presente. “No final vem um toque picante”, acrescenta, sublinhando que esse detalhe o agradou particularmente. A composição da francesinha passa por fatias de picanha muito fininhas, fiambre e enchidos, resultando num conjunto assumidamente mais leve. “É uma francesinha bastante leve”, afirma, explicando que essa leveza se deve tanto à espessura da carne como à menor intensidade e quantidade de enchidos.
A conclusão não deixa margem para dúvidas. “Se é tradicional? Não.” Ainda assim, considera que “não pecam” e defende que, apesar de fugir ao clássico, “merece uma oportunidade”.
Nas redes sociais, os comentários continuam divididos entre a estranheza e a curiosidade. Há quem fale em “francesinha de betadine”, quem brinque com o aspeto do molho e quem vá mais longe com comentários irónicos. Ao mesmo tempo, surgem também várias vozes a defender a proposta e a admitir vontade de provar, precisamente por ser diferente.
Para terminar a refeição, houve ainda espaço para uma baba de cão, descrita como “bastante leve, não demasiado doce”, com raspas de lima que ajudam a cortar o açúcar. “É uma sobremesa boa, mas nada de especial”, conclui. A conta final ficou em €33.50, com café incluído. E no meio de tanta controvérsia, uma coisa parece certa: esta francesinha pode não agradar a todos, mas dificilmente passa despercebida.
