Friorentos, não trazemos boas notícias. Para esta quarta-feira, 3 de dezembro, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê uma pequena descida da temperatura mínima, levando alguns termómetros a aproximarem-se dos 0ºC. É inegável dizer que o frio já se instalou e, parece-nos, veio para ficar. Restam assim duas hipóteses: ou rendermo-nos ou combatemo-lo. E, em casa, não só as mantas têm a capacidade de lhe fazer frente.
Há pequenos detalhes que fazem uma grande diferença e um deles passa, curiosamente, pela forma como organizamos os móveis. Pode parecer insignificante, mas afastar sofás, camas e cómodas das paredes exteriores ajuda, mesmo, a tornar a casa mais quente.
As paredes exteriores são, regra geral, as mais frias da habitação, pelo que quando encostamos móveis grandes diretamente a essas superfícies, criamos uma espécie de “ponte térmica”, isto é, o frio passa com facilidade para o móvel, que acaba por “sugar” o calor do ambiente. O resultado sente-se rapidamente, fazendo com que a sensação térmica piore, mesmo com aquecimento ligado.
Além disso, os móveis encostados impedem a circulação natural do ar quente, que deveria mover-se livremente pela divisão. O ar quente fica “preso”, não aquece de forma uniforme e acaba por se perder mais depressa.
A solução simples, barata e eficaz é então afastar os móveis entre cinco a 10 centímetros das paredes exteriores. É um daqueles truques quase invisíveis, mas que se sentem no dia a dia, sobretudo nas noites mais frias. E o melhor de tudo? Não consome energia. Esta dica junta-se à que já tínhamos dado sobre usar peças têxteis para deixar a casa mais quente.
