Hoje em dia, recorrer a plataformas de entrega deixou de ser apenas uma solução ocasional para o almoço ou jantar. Podem fazer-se milhares de pedidos, desde uns ténis a... uma banana. Pelo menos segundo o novo Glovo Delivered, o relatório anual da Glovo.
Ora, em 2025, os hábitos de consumo dos utilizadores da Glovo em Portugal voltaram a surpreender e começamos por avaliar as tendências. Uma das mais marcantes do ano passado foi o crescimento da procura por alimentação saudável e sem glúten, que aumentou 21% face ao ano anterior. A par disso, a cozinha vegetariana continua a ganhar força, demonstrando que as escolhas mais sustentáveis deixaram de ser um nicho para se tornarem uma preferência consolidada.
Curiosamente, categorias como hambúrgueres, sanduíches, frango, gelados e saladas registaram também um aumento significativo nos pedidos, ainda para mais depois da chegada em 2025 de novos parceiros como o Street Smash Burgers, Aruki, Vicio e o Allways.
Entre os produtos mais encomendados destacam-se os essenciais que salvam pequenos-almoços, lanches e refeições rápidas ─ como bananas, tangerinas e pão ─ provando que, muitas vezes, são os itens mais simples que fazem a diferença no dia a dia.
Fora da alimentação, na área de área de Quick-Commerce destacou-se a categoria de desporto e outdoor, com uma subida de 760%, seguida por lar e decoração (475%) e comida caseira congelada (165%). Até áreas mais tradicionais, como talho e charcutaria, encontraram um novo espaço no mundo digital.
Mas os números mais curiosos surgem nos recordes individuais. Em 2025, o pedido mais caro feito na plataforma rondou os €5.500 e correspondeu à compra de cinco smartphones. Houve ainda um utilizador que realizou mais de 1.300 pedidos ao longo do ano, o equivalente a cerca de três encomendas por dia, todos os dias.
Quanto ao Dia dos Namorados de 2025, os portugueses recorreram à Glovo para surpreender, com um dos pedidos a ultrapassar os €930. Os produtos mais procurados incluíram bouquets em formato de coração e rosas vermelhas.
No fundo, os dados de 2025 mostram uma realidade clara: os consumidores portugueses podem mesmo surpreender.
