Reprodução The Menu (2022)
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Estes são os alimentos que combatem a inflamação, alertam especialistas

Não há uma receita mágica para combater a inflamação crónica, mas a adoção de certos hábitos alimentares é o caminho mais fácil.

A inflamação é frequentemente descrita por especialistas como uma "faca de dois gumes", explica um artigo publicado pelo New York Times que explora a relação entre a alimentação e o combate aos processos inflamatórios no corpo.

Se por um lado é uma resposta essencial do sistema imunitário que ajuda a mantermo-nos saudáveis e a curar doenças, por outro, quando se torna crónica, pode representar sérios riscos para a saúde.

Estima-se que cerca de um terço dos adultos americanos sofra com inflamação crónica, uma condição que pode aumentar o risco de doenças graves como o cancro, problemas cardiovasculares, artrite e diabetes de tipo 2. O diagnóstico é complexo, pois os sintomas variam muito e não existe um teste específico para detectá-la.

No entanto, segundo especialistas da Universidade de Stanford e da Escola de Medicina de Yale, a alimentação pode ser uma poderosa aliada no combate à inflamação crónica. "O que colocamos no nosso prato tem um impacto direto nos níveis de inflamação do corpo", afirma Sean Spencer, gastroenterologista de Stanford, citado pelo New York Times.

Os vegetais de folhas verdes estão no topo da lista dos alimentos anti-inflamatórios. "O espinafre, couve brócolos e rúcula são tesouros nutricionais", explica Tami Best, nutricionista de Rochester, citado no mesmo artigo. Ricos em antioxidantes e fibras, esses alimentos enriquecem o microbioma intestinal que, por sua vez, ajuda a regular a inflamação.

As frutas, em especial frutos vermelhos e citrinos, desempenham um papel crucial. 

A investigação explora também o papel dos alimentos fermentados. Um estudo de 2021 mostrou que pessoas que consumiam regularmente iogurte, kimchi e kombucha apresentavam níveis mais baixos de inflamação. Porém, os especialistas alertam para evitar versões com açúcar adicionado.

Os ómega-3, encontrados em peixes gordos, nozes e sementes, também são aliados importantes. "Esses ácidos ajudam a produzir moléculas que reduzem a inflamação", explica Nate Wood, diretor de medicina culinária da Yale.

Barbara Olendzki, professora associada da UMass Chan Medical School, é  responsável pelo desenvolvimento de uma dieta anti-inflamatória e sublinha, mesmo artigo, que a chave está na variedade. "O ideal é consumir pelo menos 30 alimentos diferentes por semana", recomenda. E sugere formas práticas de incorporar esses alimentos na dieta, como adicionar espinafre e tomates aos ovos ou incluir cenouras raladas no molho de uma massa.

Até mesmo café e chá podem contribuir para combater a inflamação, desde que consumidos sem açúcar. Um estudo de 2015 com cerca de 1.700 adultos mostrou que os consumidores regulares de café apresentavam níveis mais baixos de marcadores inflamatórios, aponta o jornal norte-americano.

A mensagem final dos especialistas ouvidos pelo New York Times é clara: não existe uma solução mágica para combater a inflamação crónica, mas uma dieta variada e rica em alimentos naturais pode fazer a diferença na saúde geral.

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