O vinho faz parte da identidade portuguesa e dos nossos hábitos à mesa. Os rituais têm passado de geração em geração e por mais que o consumo se mantenha, há novas formas de beber vinho e outras bebidas alcoólicas. As Gerações Z e os Millennials, que correspondem a pessoas nascidas entre o final da década de 1990 e o início da década de 2010, e aqueles que nasceram entre 1981 e 1996, respetivamente, estão a mudar os hábitos de consumo e é sobre eles que se fala na sessão "As Gerações Z e Millennials: Como Estão a Redefinir o Consumo de Bebidas?" do evento Casa Nossa, da Prime Drinks.
Num painel composto por mulheres ligadas ao vinho – Paula Jordão (Sonae MC), Filipa Garcia (Garcias), Rita Amzalak (Havas Media) e Joana Freitas (Casa Ermelinda Freitas) – todas refletem sobre as novas gerações e identificam uma clara tendência a que cada vez mais as marcas estão atentas.
"Nota-se que as novas gerações estão muito abertas a coisas mais leves, mas não querem de qualquer forma sair do álcool. Procuram produtos alcoólicos, mais leves e é para aí que estão a caminhar. Há um trabalho, claro, nas multinacionais do setor, com a introdução de bebidas sem álcool no mercado, o que é bastante desafiante, também pelo preço", afirma Filipa Garcia, da Garcias.
No entanto, mais do que bebidas sem álcool ou com um menor teor alcoólico, o que as novas gerações procuram são experiências, do rótulo ao copo.
"Os rótulos têm de ser cada vez mais chamativos, porque é isso que os atrai e é também parte da experiência. Porque aquele rótulo tem de contar uma história, tem de ter um significado. Ao criarmos uma marca temos de pensar nisto tudo. Já não chega pensarmos num vinho, fazê-lo, e colocá-lo na prateleira. O rótulo e o nome têm de ter significado, porque as novas gerações vão à procura da história. Portanto, hoje em dia, todos os detalhes são bem pensados", afirma Joana Freitas, da Casa Ermelinda Freitas.
Rótulos como o do novo vinho Micasta, que mostramos na galeria de imagens, ou dos novos vinhos algarvios Uca, assim como o nome dos vinhos Qsf (Que se Foda) são atualmente mais atraentes para um público que procura mais do que o sumo da uva que se contra no interior. Contudo, no momento de escolher nem sempre a estética é o fator mais determinante.
"Entre um vinho mais bonito e um mais tradicional, acho que vão querer o mais bonito se o preço corresponder à expetativa. Caso contrário, se calhar vão para a tradicional, porque já confiam", encerra Joana Freitas.
