Com a chegada do inverno, chegam também os dias mais frios, os espaços fechados e, inevitavelmente, as gripes, como é o caso da nova estirpe da gripe A (H3N2), conhecida como subtipo K, que já levou o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) a apelar à aceleração das campanhas de vacinação, numa altura em que os casos aumentam. É nesta altura que surge a dúvida: se já tive gripe este ano, ainda faz sentido vacinar-me? A resposta é clara: sim, deves fazê-lo.
Qual a explicação?
A gripe é causada por diferentes estirpes do vírus influenza, que mudam frequentemente. Ter tido gripe não garante proteção para o resto da época, nem assegura imunidade contra outras variantes, como explica o SNS. Por isso, é importante que te vacines todos os anos.
Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), a vacina anual é desenvolvida para proteger contra as estirpes que se prevê serem mais comuns em cada estação, ajudando não só a prevenir novas infeções, mas também a reduzir o risco de complicações graves, hospitalizações e até mortes, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.
E que grupos são esses? Recomenda-se a pessoas mais vulneráveis ou com maior risco de desenvolver complicações. "Para crianças dos 6 aos 23 meses de idade, para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, incluindo pessoas com 85 ou mais anos de idade; profissionais e utentes/ residentes de ERPI, similares e RNCCI; pessoas com patologias de risco; grávidas e profissionais dos serviços de saúde (públicos e privados) e de outros serviços prestadores de cuidados de saúde, estudantes em estágio clínico, bombeiros envolvidos no transporte de doentes, prestadores de cuidados a pessoas dependentes e profissionais de distribuição farmacêutica, pessoas em situação de sem abrigo, estabelecimentos prisionais" e, ainda, "nas farmácias comunitárias: para utentes entre os 60 e os 84 anos de idade e profissionais de saúde das farmácias."
Para estes grupos acima referidos, a vacinação é gratuita.
A vacina é igualmente aconselhada a profissionais de saúde, cuidadores e coabitantes de pessoas de risco ou de bebés com menos de seis meses, assim como a profissionais que trabalham com crianças, como educadores de infantários e creches. Estas recomendações visam proteger os mais vulneráveis e reduzir o impacto da gripe na comunidade durante os meses de inverno.
