Estávamos a fazer scroll no TikTok quando nos cruzamos com um vídeo em que Helena Coelho faz um café, até aqui tudo bem, e, depois, usa uma palhinha que nos deixou intrigados. Porquê? É muito diferente das habituais.
Trata-se de uma palhinha antirrugas que a digital influencer comprou recentemente. Usá-la tem mesmo efeitos na pele? Segundo Marta Ribeiro Teixeira, uma dermatologista entrevistada pela VERSA, "as palhinhas em questão (em loop ou curvas) não previnem completamente o aparecimento de rugas" na região dos lábios e da boca.
"Contudo, em pessoas que usam frequentemente palhinhas, estas podem ser uma boa opção para ajudar a diminuir o risco de aparecimento do chamado código de barras", acrescenta. Isto porque ao usar uma "palhinha dita normal usamos um músculo chamado orbicular da boca que contrai em forma de acordeão, formando linhas na pele".
"Com o tempo e uso frequente, estas linhas podem tornar-se permanentes e transformar-se em sulcos", explica. Por isso, "estas palhinhas diminuem a necessidade de contração da musculatura peribucal para sugar a bebida (necessária com o uso das palhinhas convencionais) e, com isto, a probabilidade de formação de linhas na pele ao redor da boca é menor.
É, no entanto, importante lembrar que "existem outros fatores que podem contribuir para o aparecimento destas rugas nesta região, nomeadamente fatores genéticos, tabagismo (mesmo princípio de contração repetida da musculatura), exposição solar e pele seca".
Qual a conclusão? Sim, a dermatologista recomenda "a quem gosta de beber frequentemente o seu café, água, sumo, chá ou smoothie com palhinhas" para "diminuir a contração da musculatura e com isso o aparecimento de rugas dinâmicas nos lábios, as quais com o tempo se transformam em rugas fixas", reforçando que "não eliminam completamente".
Existem, no entanto, outras fomas de prevenir o aparecimento destas rugas. Como adotar um "estilo de vida saudável, cessação tabágica, beber água em quantidade suficiente, o uso diário de protetor solar e a aplicação de dermocométicos que hidratam e fortalecem a barreira cutânea (ceramidas e ácido hialurónico), que estimulam a produção de colagénio na pele (retinoides, péptideos, bakuchiol, vitamina C, etc) e que diminuem a contração muscular (neuropéptídeos )".
Para além disso, "o uso de toxina botulínica, lasers, radiofrequência microagulhada, skinboosters, aplicação superficial de ácido hialurónico, fios de polidioxanona que estimulam o colagénio podem ajudar a diminuir o risco ou tratar o chamado código de barras", acrescenta.
