Carlos Guerreiro | Fotografia: Instagram
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Um segredo guardado em Lisboa chegou ao Palácio de Buckingham por culpa do senhor Carlos

Quem não gosta de uma boa história? A de Carlos Guerreiro fascina qualquer um, especialmente os amantes de livros, e vamos contá-la.

Quem gosta realmente de livros (e de os colecionar) não resiste a certos locais como bibliotecas, livrarias, lojas em segunda mão e alfarrabistas. Geralmente, estas pessoas também gostam de aprender sobre os processos que necessários para a produção de um livro, incluindo a sua encadernação. 

Carlos Guerreiro tem uma pequena oficina na Rua de São Boaventura, em Lisboa, onde passa os seus dias a fazer exatamente isso: encadernar, dourar e restaurar livros. Mas, claro, a sua história começou muito antes disto. 

Decidiu aprender o ofício quando tinha apenas 13 anos com o mestre Diogo Noronha e, mais tarde, integrou a sua oficina, lê-se no Lojas com História

Depois, com 18 anos, acabou por ir trabalhar para os arquivos nacionais da Torre do Tombo. Lá ficou ao longo de 20 anos a restaurar e encadernar livros antigos. Entretanto trabalhou na "oficina Jesus e Costa e deu formação". 

Já em 1981 adquiriu a oficina que ainda hoje ocupa, na capital do país, e que tinha sido fundado 40 anos antes por Celestino Matias de quem herdou máquinas e ferramentas. É neste espaço que continua a fazer até aos dias de hoje "encadernações simples e de luxo, douração a ouro fino e película e restauro de livros antigos ou raros".

Carlos está a planear mudar a sua oficina ainda este mês para o número 146 da Rua Filipe da Mata, mas, antes disso, Panni Anikó Cser, mais conhecida como @annainlisbon no Instagram e no TikTok, conheceu o artesão e publicou um vídeo sobre a sua visita à oficina.

Carlos Guerreiro falou sobre a sua profissão no vídeo e mostra, por exemplo, o primeiro livro que encadernou, assim como outro com detalhes em ouro de 24 quilates na lombada e outro cujas folhas são feitas de algas. 

Também explicou que agora os encadernadores são contratados principalmente por instituições e restaurantes. Por exemplo, "o Senhor Carlos já fez menus para chefs famosos, como o Chef José Avillez", lê-se na descrição do vídeo. 

Conta ainda que fez um "trabalho notável" para o Palácio de Buckingham, em Londres, no Reino Unido, "umas pastas em pele chagrin". Os interessados em saber mais sobre o trabalho de Carlos podem visitar a loja, claro, ou segui-lo no Instagram

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