Joaquín Marín
Joaquín Marín | Fotografia: Instagram @joaqmarin
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Trabalhos bem pagos continuam a atrair milhares de emigrantes. A história deste jovem mostra o porquê

Uma profissão comum transformou-se numa oportunidade inesperada para um jovem argentino que decidiu recomeçar a vida na Austrália.

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Os salários mais elevados continuam a ser uma das principais razões que levam milhares de pessoas a procurar uma oportunidade de trabalho no estrangeiro. Países como a Austrália oferecem remunerações capazes de transformar a vida de muitos emigrantes, como é o caso de Joaquín Marín.

O jardineiro argentino de 28 anos tornou-se viral nas redes sociais ao revelar quanto ganha a trabalhar na Austrália, num registo por cá pouco conhecido. Joaquín trabalha a tempo inteiro numa empresa de jardinagem ao abrigo do chamado regime "casual", um modelo de contrato muito comum na Austrália que não garante um número fixo de horas de trabalho por semana, razão pela qual a compensação e a remuneração horária são normalmente superiores.

No final da semana, recebe cerca de 1.055 dólares australianos líquidos, o equivalente a aproximadamente 620 euros, já depois dos descontos obrigatórios.

Feitas as contas, isto representa cerca de 2.500 euros líquidos por mês, um valor bastante acima do que é habitual em muitos países da América do Sul e até superior aos salários de diversas profissões qualificadas em Portugal.

Contudo, o próprio reconhece que este rendimento deve ser analisado tendo em conta o elevado custo de vida australiano, sobretudo nas grandes cidades, onde despesas como habitação, alimentação, transportes e seguros representam uma fatia significativa do orçamento mensal.

A rotina de Joaquín

Joaquín Marin trabalha de segunda a sexta-feira, entre as 7h e as 15h, período durante o qual visita cerca de 15 casas. O trabalho consiste essencialmente na manutenção de jardins em zonas residenciais e, entre as tarefas diárias, estão o corte da relva, pequenas podas, limpeza de espaços exteriores e outros cuidados básicos de jardinagem.

A empresa disponibiliza praticamente tudo o que é necessário para o desempenho da função, incluindo a carrinha utilizada nas deslocações entre clientes, cortadores de relva, sopradores, combustível, manutenção dos equipamentos e formação sobre segurança e utilização das máquinas.

Apesar de ser um trabalho solitário, exige, por vezes, contacto com os clientes, algo desafiante para Joaquín ao início. Isto porque quando chegou à Austrália tinha apenas conhecimentos básicos de inglês, algo que poderia fazer prever maiores dificuldades na integração profissional.

No entanto, a vontade de trabalhar, a disponibilidade para aprender e a natureza prática das tarefas facilitaram a adaptação. À medida que foi ganhando experiência, também foi melhorando a comunicação em inglês no dia a dia.

Apesar dos salários apelativos, trabalhar como jardineiro na Austrália está longe de ser uma garantia de estabilidade financeira. No entanto, Joaquín não se arrepende da mudança de vida e é pela Austrália que vai continuar nos próximos anos.

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