Belmiro chegou a vender gelados na rua, mas hoje é milionário e deixa 3 lições de sucesso
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Rafaela Simões
- 28 jun, 05:13
Em tempos difíceis em que as oportunidade escasseiam, histórias de sucesso fazem-nos sonhar. E a de Belmiro Gomes mostra-nos que ser milionário não é algo que se conquista facilmente.
A vida de sucesso do brasileiro Belmiro Gomes
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Há histórias que parecem saídas de um filme, embora não pudessem ser mais reais. Já aqui contámos a história de Chris Gardner, o empresário norte-americano atualmente milionário que chegou a viver nas ruas com o filho, e hoje trazemos a história do brasileiro Belmiro Gomes.
Belmiro Gomes nasceu em Santo André, no estado de São Paulo, e tinha apenas 9 anos quando a família se mudou para Maringá, no Paraná, depois de o pai ter sido diagnosticado com uma doença rara que comprometeu o sustento da casa.
A partir desse momento, trabalhar deixou de ser uma opção para passar a ser uma necessidade. Ainda muito jovem, carregou sacos de algodão, tentou ganhar dinheiro como engraxador, vendeu gelados nas ruas empurrando um carrinho e trabalhou como vendedor ambulante.
Em 1985 conseguiu finalmente o primeiro emprego de escritório, função que na altura implicava transportar documentos entre empresas, bancos e repartições, exigindo organização, responsabilidade e contacto permanente com diferentes áreas do negócio.
Mais tarde trabalhou numa cadeia de eletrodomésticos e em supermercados. Foi aí que descobriu outra paixão: a informática. Aprendeu programação e o conhecimento cada vez maior abriu-lhe as portas do Atacadão (maior rede brasileira de supermercados), onde entrou em 1988 como programador e onde foi subindo na carreira.
Em 2007, o Atacadão foi adquirido pelo Carrefour e Belmiro permaneceu na empresa durante mais três anos, até receber, em 2010, o convite para liderar o Assaí Atacadista.
Na altura, a empresa registava prejuízos próximos dos 70 milhões de reais (cerca de 11,9 milhões de euros) e faturava aproximadamente 3 mil milhões de reais por ano (o equivalente a cerca de 510 milhões de euros) e empregava aproximadamente seis mil pessoas.
15 anos depois, o cenário é radicalmente diferente.
Sob a liderança de Belmiro Gomes, o Assaí transformou-se numa das maiores empresas de retalho alimentar do Brasil, com uma faturação anual de cerca de 84,7 mil milhões de reais (aproximadamente 14,4 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), cerca de 90 mil colaboradores e aproximadamente 40 milhões de clientes por mês.
Em entrevista à Exame, Belmiro, agora milionário, diz quais foram as três chaves para o sucesso da sua carreira.
"A primeira delas é a resiliência. Eu não desistia no primeiro não, nem no segundo, nem no terceiro", afirma. A segunda foi a curiosidade, uma vez que sempre procurou aprender mais, compreender novos processos e explorar áreas que desconhecia.
Mas existe uma terceira competência que considera decisiva: a capacidade de comunicar e criar empatia.
"A habilidade de comunicação e de falar com pessoas foi algo muito importante. E o facto de ter vindo de uma classe social mais baixa faz com que não perca essa capacidade de me relacionar com as pessoas", afirma.
A história de Belmiro Gomes mostra que não existe um percurso único para chegar ao topo. Do carrinho de gelados pelas ruas de Maringá a liderar uma das maiores empresas de retalho da América Latina, este é um grande exemplo de sucesso.
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