No dia a dia, as notícias que lemos ou ouvimos podem não ser as mais animadoras, mas, felizmente, ainda existem histórias que comovem e mostram o melhor das pessoas. É, por exemplo, o caso do relato que Pedro Chagas Freitas partilhou, recentemente, nas redes sociais.
Então, o autor português deu a conhecer o Senhor Zé e o Putchy, o seu melhor amigo de quatro patos, contou a história de ambos, explicou porque estão a precisar de ajuda e que "querem ficar juntos para sempre".
Há 13 anos conheceram-se. Putchy tinha apenas três meses era "um animal minúsculo, ainda trémulo, alimentado a biberão". Tornaram-se rapidamente companheiros e, ao longo de mais de uma década, criaram as suas próprias rotinas.
No seu texto, o autor recorda os momentos do homem "a fingir que ralhava quando o Putchy roubava comida da cadelinha da companheira dele enroscada ao lado no sofá". Entretanto, a companheira do senhor morreu, o mesmo aconteceu com a cadela pouco tempo depois.
Ficaram apenas os "dois sobreviventes numa casa vazia, silenciosa". Infelizmente, "até isso haveriam de perder" quando a casa foi vendida, conta o autor. José foi assim obrigado a encontrar uma alternativa e alugou um quarto, onde não aceitam cães...
José não tem, neste momento, como ficar com o cão e, por isso, acabou por deixá-lo num canil. "Quem viu os olhos dele percebeu que vai ser difícil suportar mais uma amputação emocional", escreve Chagas Freitas.
Existe, no entanto, a possibilidade de um final feliz para esta história. No final do seu texto, o autor deixou um apelo: "Precisamos de um quarto, uma pequena casa, qualquer lugar ali na zona de Santiago do Cacém, Sines ou Vila Nova de Santo André." Explicou ainda que o Senhor Zé "consegue pagar até €300 por mês". Mas precisa de um espaço onde possa, sobretudo, voltar a ter o seu cão por perto.
E foi assim que uma onda de solidariedade inesperada se formou. Nos comentários e nas redes sociais, foram muitas as pessoas que se mostraram sensibilizadas, com figuras conhecidas como Sónia Tavares e Helena Coelho a manifestarem também o seu apoio. A make-up artist chegou mesmo a oferecer-se para ajudar a suportar o custo de um quarto, entre outros gestos que foram surgindo de diferentes portugueses, todas movidas pelo mesmo impulso de ajudar.
A resposta não tardou a ganhar forma. Além da corrente de partilhas e mensagens, já existe uma campanha de GoFundMe criada precisamente para tentar reunir José e Putchy. Em poucos dias, a iniciativa ultrapassou os seis mil euros, alimentando a expectativa de que esta história, tão marcada pela perda, ainda possa encontrar um final mais leve e reconfortante. E haverá algo mais inspirador do que a soliedariedade dos portugueses?
