Todos os dias lemos histórias de resiliência que surpreendem e a de True, um menino de 10 anos de Omaha, Nebraska, Estados Unidos, está sem dúvida entre as mais comoventes. Infelizmente, e apesar da tenra idade, a vida de True nem sempre foi fácil, mas a sua história mudou quando conheceu Amy Beethe, a mulher que viria a ser sua mãe.
É, sem dúvida, uma história complexa... Quando tinha apenas 5 anos, em 2022, True foi internado porque precisava de uma intervenção cirúrgica devido "a uma grave malformação cardíaca congénita conhecida como síndrome da hipoplasia do coração direito", explica a CBS News.
True estava, na altura, ao cuidado dos serviços sociais, mas no dia da sua cirurgia foi deixado sozinho no Children's Nebraska, um hospital pediátrico de Omaha.
Amy Beethe, anestesiologista que trabalha nesse hospital, encontrou o menino sozinho, desamparado e sem acompanhante. "Dava para perceber que ele estava assustado e nervoso, e que não conhecia ninguém", contou a médica ao Yahoo!Life.
Beethe percebeu pouco depois que o assistente social de True — que normalmente o acompanhava às consultas médicas — estava doente naquele dia, com Covid-19. "Fiquei simplesmente tão surpreendida", contou.
Quando ligou para o assistente social do miúdo, acabou por ficar a saber que True era um de seis irmãos, "cinco dos quais tinham sido acolhidos pela avó devido a um caso de violência doméstica".
De acordo com a médica, o assistente social também contou que True não estava a receber o acompanhamento necessário em casa e que era difícil muito encontrar um lar adequado para o miúdo com as suas necessidades médicas, e, meio a brincar, lá perguntou a Beethe se estaria disponível para o acolher.
"Pensei: 'adoro este miúdo. Este miúdo é engraçado'", disse Beethe. "Este miúdo precisa de uma oportunidade… precisa de uma família melhor." Chamou, então, o seu marido, Ryan Beethe, ao hospital para conhecer True e deram-se logo muito bem. "Era um miúdo tão fácil de amar", contou Ryan. "Estava destinado a ser assim."
Em fevereiro de 2022, Ryan e Amy — que decidiram ser pais de acolhimento licenciados em 2017, depois de terem tido três filhos biológicos — levaram True para casa. Mas, atenção, a história não acaba aqui.
Claro, o casal não esqueceu os irmãos de True que o visitam regularmente e, através dessas visitas, os Beethes ficaram a saber mais sobre a vida familiar dos miúdos. Começaram a falar com o assistente social porque queriam arranjar soluções permanentes para todos e... conseguiram.
Amy e Ryan acabaram por acolher a irmã mais velha de True, Laney. Já a irmã de Amy e o marido acolheram outro irmão de True; o irmão de Ryan e a esposa receberam outra criança; e um colega da médica acabou por ficar com dois irmãos. E, assim, "os seis encontraram um lar", conta a anestesista.
True acabou por falar sobre tudo isto quando tinha 9 anos. "Gosto de ter uma família numerosa", contou. "Sinto-me bem." Hoje em dia, o menino continua a ser acompanhado no Children's Nebraska e ajuda a chamar a atenção para o seu problema de saúde.
