Estamos sempre a ler histórias que desafiam ideias pré-concebidas e, sim, a maioria estão relacionadas com a idade, como, por exemplo, a de uma mulher com 107 que sobreviveu a uma guerra, a um casamento infeliz, mas continua com vontade de viver ao máximo. E, agora, chega a vez de destacar outro herói do dia a dia que nos ensina algo muito importante: "Nunca é tarde demais para aprender".
Estamos a falar de John Adesoye, um emigrante nigeriano e pai de cinco que concluiu o curso de Enfermagem aos 64 anos na Universidade de West England, no Reino Unido, onde um dos seus filhos também estava a estudar.
"Para ser sincero, nunca pensei que fosse para a universidade. Mas tenho uma paixão por aprender", confessou o recém-licenciado num comunicado, citado pela Good News Network. "Já quando era pequeno, era muito curioso. Quando tive a oportunidade de ir para a universidade, não a tomei como garantida — segui o meu coração."
Na universidade, concluiu um curso de técnico de enfermagem, com a duração de dois anos, assim como um programa de aprendizagem, com a mesma duração, na National Health Services Foundation Trust, em Bristol.
Durante o seu percurso, ainda teve a oportunidade de se cruzar algumas vezes com um dos seus filhos. Daniel estava a tirar uma licenciatura em Tecnologia Musical Criativa, precisamente na mesma universidade.
Qual a história deste homem?
John cresceu numa família de agricultores na Nigéria. Foi lá que ganhou um interesse especial pela eletrónica, ainda em criança, ao inspecionar o rádio da família. Mais tarde, viveu na Grécia, onde trabalhou como técnico de eletrónica e prestava serviços de manutenção a equipamentos eletrónicos.
Depois foi para o Reino Unido, onde continua a viver, nos dias de hoje, em Bristol. É pai de cinco filhos e, sim, arranjou um emprego assim que saiu da faculdade como enfermeiro, no Hospital Southmead.
John ensina lições muito importantes...
John acaba por ser a prova viva de que ninguém é "demasiado velho para ir para a universidade". "Se eu consigo, os outros também conseguem. As pessoas são mais brilhantes do que pensam e são mais fortes do que pensam", acrescenta.
