No pequeno-almoço, no lanche ou até como base para molhos saudáveis, o iogurte continua a ser uma presença assídua na alimentação de muitos. No entanto, escolher entre as várias opções disponíveis no supermercado (natural, magro, de proteína, de cabra, kéfir ou grego) nem sempre é tarefa fácil.
Entre essas opções, o iogurte grego destaca-se por algumas particularidades que o tornam especialmente interessante do ponto de vista nutricional.
A principal diferença está no processo de produção. A nutricionista espanhola Laura Parada explica que “a diferença entre o iogurte grego e o natural reside sobretudo no processo de elaboração e na sua composição nutricional”. Segundo a especialista, o iogurte grego é obtido através de um processo de coagem, que remove parte do soro do leite. “Esse processo elimina água e concentra os sólidos, especialmente as proteínas, o que reduz o teor de lactose e de hidratos de carbono e resulta numa textura mais densa”, explica em entrevista à Vogue espanhola.
Já o iogurte natural segue um processo mais simples: trata-se basicamente de leite fermentado com culturas bacterianas, sem a etapa de coagem. Por isso, tende a ser mais líquido, com menor concentração de proteínas e um teor ligeiramente superior de lactose.
Por que razão é então o iogurte grego uma melhor opção?
Porque tem um elevado teor de proteína (que pode chegar a ser o dobro do encontrado num iogurte tradicional) fator que contribui para uma maior sensação de saciedade; porque tem menos lactose e hidratos de carbono, sendo, por isso, uma alternativa mais interessante para pessoas que sentem desconforto digestivo associado à lactose; e tem maiores quantidades de cálcio, potássio e vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, D, E e K, nutrientes importantes para a saúde óssea e para o funcionamento do organismo.
Normal ou magro: qual escolher?
Apesar de muitas vezes o iogurte grego ser associado a um alimento mais calórico, a nutricionista Laura Parada considera que a melhor escolha é, frequentemente, a versão normal sem adição de açúcar relativamente às versões magras.
“Em comparação com os desnatados, oferece mais saciedade, uma textura mais cremosa e um sabor mais intenso”, explica. Além disso, quando consumido nas porções recomendadas, o seu valor calórico continua a ser relativamente moderado.
A verdade é que tanto o iogurte natural, como o grego, podem trazer benefícios quando incluídos numa dieta variada, uma vez que o consumo regular de iogurte pode estar associado a um melhor perfil metabólico, redução da gordura visceral e melhor equilíbrio energético, fatores que também podem influenciar indiretamente o equilíbrio hormonal.
