Joana Marques
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É oficial: Joana Marques é extremamente influente... e a culpa pode ser do cabelo

A VERSA traz uma nova perspetiva sobre as mulheres mais influentes do país. Afinal, o cabelo de Joana Marques deveria contribuir para os critérios deste ranking... e talvez o faça.

Joana Marques ocupa a nona posição no ranking das mulheres mais influentes em Portugal da Forbes Portugal. O reconhecimento surge sobretudo pelo impacto mediático, pela capacidade de gerar conversa pública e, claro, pelo sucesso contínuo na rádio, televisão, podcasts e redes sociais. Mas há outro detalhe que nos parece passar despercebido: o cabelo.

Parece superficial dizer que um corte pode influenciar uma geração inteira, mas a verdade é que a história da cultura pop está repleta de exemplos em que um penteado se transforma num símbolo de identidade, poder ou até estado de espírito. E, em 2026, poucos cortes têm tanto peso cultural como o bob... não fosse a VERSA entendida em tendências. 

Instagram Joana Marques

Minimalista, elegante e aparentemente simples, o bob voltou a dominar as tendências de beleza, passando pelas semanas de moda e pelas redes sociais de it girls. O corte aparece associado a uma ideia muito específica de feminilidade contemporânea: menos produzida, mais prática, mais confiante e ligeiramente intelectual. É o cabelo da mulher que quer parecer cool sem esforço — o que, ironicamente, exige bastante esforço… sobretudo na parte de "querer parecer", não tanto levar a tesoura ao cabelo.

E é aqui que Joana Marques entra na conversa. Afinal, a humorista é uma it girl. Só que provavelmente ainda não foi informada disso. Não é um statement de moda. É pior: involuntário.

Sem nunca se assumir amante de modas, a comunicadora portuguesa pode não seguir tendências, mas é dona de um corte de cabelo que se tornou extremamente relevante. O seu bob reto, simples e consistente ao longo dos anos acabou por se tornar quase parte da personagem pública — tão identificável quanto o tom irónico das suas observações.

Curiosamente, essa estética descomplicada é exatamente aquilo que a indústria da beleza, e comuns mortais como nós, procuramos agora recriar. Depois de anos dominados por cabelos longos, ondas perfeitas e uma imagem hiperproduzida impulsionada pelo Instagram, há um desejo crescente por referências que pareçam reais, funcionais e inteligentes. Há uma procura por Joana Marques… e pelo bob que encaixa perfeitamente nesse movimento.

Nas redes sociais, o corte voltou a explodir em popularidade através de versões que mais parecem um menu gourmet: italian bob, french bob, blunt bob, soft bob ou power bob. Independentemente do nome, a regra é simples: ser curto, limpo, sem traumas existenciais. Neste capítulo, Joana já merecia a hashtag trend. 

Celebridades como Hailey Bieber, Zendaya e Lily Collins ajudaram a transformar este corte numa tendência global. Mas, em Portugal, Joana Marques já o usava muito antes de esta nova vaga dominar TikTok, editoriais ou capas de revistas.

Claro que ninguém está a dizer que Joana Marques é a responsável pelo regresso do bob enquanto tendência. Isso seria absurdo. Mas talvez represente algo mais interessante: a forma como certas figuras públicas acabam por influenciar estilos sem qualquer intenção de serem ícones de beleza — o que, honestamente, é tão raro quanto encantador.

E sim, influência é certamente o nome do meio da humorista.

Num tempo em que a influência já não vive apenas do aspiracional, mas sobretudo da autenticidade, talvez o cabelo de Joana Marques diga mais sobre o momento cultural atual do que parece à primeira vista.

Porque se o bob se tornou um símbolo de sofisticação effortless, então Joana Marques pode muito bem ocupar o pódio no ranking das it girls portuguesas... e nem precisamos de tutorias de maquilhagem. Porque não há estratégia, não há branding e definitivamente não há trend forecasting. Há consistência e uma espécie de resistência silenciosa a qualquer coisa que envolva “mudar de visual para likes”.

Sem moodboard, sem stylist ou consultor de imagem, sem press releases sobre o champô que Joana usa. Apenas um bob estável, um humor afiado e uma carreira a provar que a ironia pode ser uma forma bastante eficaz de influência.

E se falar do penteado de Joana não é pertinente para o panorama nacional… então esta perspetiva pode ser extremamente controVERSA. 

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