Justin Timberlake passou os últimos tempos a viajar pelo mundo a dar concertos, mas, nas redes sociais, as suas atuações têm sido muito criticadas. Entretanto, a digressão chegou ao fim e, ao fazer um balanço dos últimos meses, no Instagram, o cantor mencionou alguns problemas de saúde.
"Foi-me diagnosticada a doença de Lyme - o que não digo para que se sintam mal por mim - mas para esclarecer o que tenho enfrentado nos bastidores", lê-se no texto publicado pelo artista.
Descreve a condição como "implacavelmente debilitante" e confessou que muitas vezes "estava em palco com imensas dores nos nervos ou sentia uma fadiga louca".
Caso não saibas, estamos a falar de "uma doença infecciosa, não contagiosa, transmitida pela mordedura de carraças", explica a CUF. Geralmente, "as suas manifestações iniciais são dermatológicas", mas podem "evoluir para problemas crónicos em órgãos como o sistema nervoso central ou o coração".
Segundo a rede de saúde, inicialmente a condição manifesta-se como "uma mancha arredondada e avermelhada, com uma zona clara central, em torno da mordedura da carraça". Trata-se de uma mancha que deve ter, pelo menos, "cinco centímetros de diâmetro".
Para além disto, no espaço de três semanas podem começar a surgir outros sintomas, como febre, rigidez da nuca, fadiga, dores de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e nódulos linfáticos inchados.
Infelizmente, "o avanço da infeção, meses (ou mesmo anos) após a mordedura, pode afetar outros órgãos, como o coração e o sistema nervoso central, e levar a outros sintomas e complicações, como a meningite assética, nevrite craniana, encefalomielite, meningoencefalite, radiculopatias, bloqueio auriculoventricular ou miocardite".
Mas, atenção, esta doença não está associada a todo o tipo de carraças. Só acontece após a "mordedura de uma carraça do género ixodes transmite bactérias Borrelia burgdorferi, Borrelia mayonii, Borrelia afzelii ou Borrelia garinii, sendo as duas últimas mais comuns na Europa".
Para a mordedura resultar em infeção, a carraça tem de alimentar-se da pele da pessoa em causa ao longo de cerca de 24 horas, ou seja as "carraças removidas antes desse período não transmitem a doença".
Trata-se de uma doença característica de zonas de clima temperado, "sendo considerada endémica na Europa central, no nordeste dos Estados Unidos da América, na Escandinávia, no norte do Japão e em outras regiões da Ásia".
