Convento dos Cardaes | Fotografia: Instagram, @conventocardaes
Convento dos Cardaes | Fotografia: Instagram, @conventocardaes
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Há um convento com mais de 300 anos (e muitas histórias) escondido à vista de todos no centro de Lisboa

Lisboa ainda guarda alguns segredos e um dos mais interessantes pode muito bem ser um convento e museu com mais de 300 anos que acolhe quem mais precisa de ajuda.

Lisboa esconde ainda mais segredos do que pensas. Mesmo no centro da cidade, a poucos metros do Miradouro de São Pedro de Alcântara, existe um lugar, escondido à vista de todos, cheio de história e aberto ao público.

Estamos a falar do Convento dos Cardaes. "É um dos mais notáveis testemunhos do barroco português", lê-se no website oficial, e foi construído em 1681. Hoje dia funciona como museu, recebe, regularmente, exposições e eventos culturais, mas também acolhe pessoas adultas com necessidades especiais.

"É habitado por duas comunidades", explica Mário Gomes, o coordenador do Museu Convento, num vídeo publicado por Panni Anikó Cser, uma criadora de conteúdos que foi conhecer o espaço recentemente.

"Temos cinco irmãs dominicanas, duas delas estão cá há 50 anos, e temos 32 mulheres, algumas cegas, mas todas com problemas psíquicos", conta. Segundo o coordenador, estas mulheres podem entrar para o convento a partir dos 18 anos, onde ficam, "normalmente, até aos últimos dias da sua vida".

Lá, as mulheres participam em diferentes atividades que são, claro, "adaptadas às suas capacidades, incluindo desporto, cultura e lazer, assim como experiências ao ar livre", lê-se online. 

Já no museu em si, o "único em Lisboa que continua a ser habitado", os interessados podem conhecer "um património de arte sacra único"; "espaços musealizados singulares no contexto português"; assim como uma "igreja com altares em talha dourada, a nave revestida por painéis de azulejos holandeses do século XVII e pinturas atribuídas a António Pereira Ravasco e André Gonçalves".

É muito fácil ajudar a manter o convento a funcionar corretamente a acolher quem mais precisa. Basta visitar o espaço porque "ao comprar um bilhete estão a ajudar a comunidade", explica Mário no vídeo. "Se não quiserem visitar têm uma loja com doces e biscoitos", acrescenta.

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