Quantas vezes já passaste no Terreiro do Paço e ficaste a admirar a estátua de D. José I, inaugurada a 25 de maio de 1775? É a primeira estátua equestre feita em Portugal e também o primeiro monumento público na altura a representar um rei ainda vivo, não sendo estas as únicas curiosidades da estátua.
Está carregada de símbolos, como é o caso do cavalo que está a esmagar serpentes, que simbolizam os inimigos do Estado e do Rei, transmitindo assim a ideia de vitória, força e poder régio. No entanto, há algo ainda mais curioso sobre as serpentes e que possivelmente não terá sequer ocorrido na cabeça de Joaquim Machado de Castro, o mais prestigiado escultor português da época.
As serpentes representadas em bronze são o que mantém, ao fim de todos estes séculos, a estátua o mais limpa possível. Isto é, sem dejetos dos pombos que costumam planar no Terreiro do Paço.
Ficámos a conhecer esta dica pela digital influencer Rebeca Caldeira, que recebeu esta informação durante um passeio de barco. Segundo explica, os pombos têm receio de cobras ou serpentes, pelo que os afastam. E existe uma explicação lógica: as cobras e serpentes são predadores de ovos e crias, por isso, em teoria, muitas aves têm instinto de evitá-las.
