Cena de crime | Fotografia: Unsplash
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É uma das histórias mais macabras e bizarras de Portugal. Contamos-te tudo e falamos-te da nova série da TVI

A nova série 'Lisbon Noir', da TVI, inspira-se numa das lendas mais sombrias e perturbadoras da história de Portugal. Contamos-te tudo.

Se és fã de séries de crime, mistério e thrillers policiais, então prepara-te: há mais uma para adicionares à tua lista. Na próxima terça-feira, dia 7, decorre o evento de lançamento da nova série da TVI Lisbon Noir,  no Museu da Água – Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos. E a escolha de local para o evento não é por acaso... mas já lá vamos.

Criada e realizada por Artur Ribeiro, a série, com estreia marcada para 13 de abril na TVI e produzida em parceria com a Prime Videoconta com um elenco que inclui Beatriz Godinho, Paulo Pires, Pêpê Rapazote, Cleo Diára, Luís Filipe Eusébio, Mina El Hammani e Teresa Tavares. ​​O que promete? Uma história intensa e cheia de suspense, mas há um detalhe que torna esta série ainda mais intrigante: a trama é diretamente inspirada num dos mitos mais sombrios da história de Portugal.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A história arranca com um acontecimento perturbador: um diplomata espanhol cai do topo do Aqueduto das Águas Livres. O caso desperta imediatamente suspeitas e leva a Polícia Judiciária a investigar o que poderá ser um homicídio. No entanto, à medida que novos crimes surgem, os investigadores percebem que existe um padrão e que alguém pode estar a recriar crimes inspirados numa figura histórica que marcou Lisboa há quase dois séculos: Diogo Alves.

A história que inspirou a série

É precisamente o mito em torno de Diogo Alves que serve de base e inspiração para a série. Conhecido como o “Assassino do Aqueduto”, Diogo Alves tornou-se uma das personagens mais sombrias da história portuguesa e é frequentemente apontado como o primeiro serial killer do país.

Nascido na Galiza por volta de 1810, mudou-se ainda jovem para Lisboa, onde começou por trabalhar como empregado em casas abastadas. No entanto, acabou por se envolver no mundo do crime. Entre 1836 e 1839 terá assaltado pessoas que atravessavam o Aqueduto das Águas Livres durante a noite.

O seu método era particularmente cruel: depois de roubar as vítimas, atirava-as do topo do aqueduto, a cerca de 65 metros de altura, fazendo parecer que tinham cometido suicídio. Durante algum tempo, estas mortes foram mesmo interpretadas dessa forma, o que permitiu que os crimes continuassem sem levantar grandes suspeitas.

Apesar das inúmeras histórias que se espalharam pela cidade, a verdade é que os crimes do aqueduto nunca foram oficialmente provados em tribunal. Diogo Alves acabou por ser capturado e condenado à morte em 1841, mas por outro crime: o assassinato de uma família durante um assalto.

Mesmo assim, o seu nome ficou para sempre associado às mortes no aqueduto, transformando-se numa lenda negra da cidade de Lisboa.

Após a execução, a sua cabeça foi preservada em formol para estudos científicos ligados à frenologia, uma teoria muito comum no século XIX que tentava identificar tendências criminosas através do formato do crânio. Até hoje, essa cabeça continua preservada na Faculdade de Medicina da ULisboa, mantendo vivo um dos episódios mais macabros da história portuguesa.

Cabeça de Diogo Alves, um dos últimos condenados à morte em Portugal | Fotografia: Faculdade de Medicina de Lisboa

É exatamente esse mito histórico, entre factos reais e lenda, que inspira Lisbon Noir. A série pega nesta figura do passado e transporta-a para a Lisboa contemporânea, criando uma narrativa onde um assassino parece seguir os passos do temido “Assassino do Aqueduto”.

Por isso, se gostas de séries policiais, histórias inspiradas em crimes reais e mistérios que cruzam passado e presente, Lisbon Noir pode muito bem ser a próxima série que vais querer adicionar à tua lista.

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