Os hábitos de leitura estão a mudar e há uma palavra japonesa que os define: tsundoku | Fotografia: Pexels
Os hábitos de leitura estão a mudar e há uma palavra japonesa que os define: tsundoku | Fotografia: Pexels
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Tsundoku: a palavra japonesa que traduz o que muitos de nós vivemos

Lês com frequência ou deixas os livros entrar nas prateleiras sem conseguires dar conta deles? Há uma palavra japonesa para isso (e formas de a afastar da rotina).

Queres pôr a leitura em dia? Eis algumas sugestões

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Existe uma palavra japonesa que descreve um comportamento cada vez mais comum no quotidiano de muitos leitores: “tsundoku”. O termo refere-se ao hábito de comprar ou guardar livros que acabam por não ser lidos, acumulando-se em estantes, mesas de cabeceira ou até em caixas esquecidas.

No fundo, o tsundoku traduz uma relação paradoxal com a leitura: o desejo de ler existe, mas o tempo, a rotina ou a dispersão de interesses fazem com que os livros fiquem “em espera” indefinidamente. E os dados demonstram isso. 

Os últimos dados da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), revelados em 2024, indicam que cerca de 25% dos portugueses não leem livros regularmente. Isto ajuda a explicar porque tantos livros acabam por nunca ser abertos.

O ritmo de aquisição supera frequentemente o ritmo de leitura, criando pequenas “bibliotecas pessoais” compostas por intenções adiadas. Por isso, há cada vez mais pessoas a procurar vender ou trocar os seus livros, em plataformas como a Wallapop ou a Vinted, promovendo desta forma a economia circular.

Contudo, o melhor será mesmo ter prudência no momento da compra. 

Como evitar o tsundoku

Evitar o tsundoku não passa por deixar de comprar livros, mas sim por criar uma relação mais intencional com a leitura. Algumas estratégias simples podem ajudar:

– Reduzir a compra impulsiva: antes de adquirir um livro, refletir se há tempo real para o ler nos próximos meses;

– Criar pequenas metas de leitura: apps como o Goodreads ajudam;

– Manter poucos livros “ativos” ao mesmo tempo: focar em dois ou três livros evita dispersão;

– Alternar géneros com equilíbrio: variar entre ficção, não ficção ou leitura leve pode manter a motivação;

– Dar circulação aos livros: emprestar, trocar ou vender ajuda a libertar espaço e a dar utilidade ao que já foi adquirido.

Quem quer recuperar o ritmo de leitura ou reencontrar o hábito, a VERSA dá sugestões de livros recentes para pôr a leitura em dia.

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