Para muitas pessoas, a ideia de ficar noivo de alguém que nunca viram parece estranho e pouco apelativo, mas o conceito agrada a outros tantos que têm coragem de participar em reality shows como o Love is Blind da Netflix.
Tal como o nome indica, o conceito baseia-se em conhecer pessoas sem nunca as ver e, eventualmente, casar. Existem versões deste programa em vários países, como Reino Unido, Alemanha e Brasil, mas o original, nos Estados Unidos, acaba por ser um dos mais populares.
Estamos agora na 10.ª temporada da versão norte-americana da série e o último episódio foi lançado esta quarta-feira, 4 de março, ou seja, os fãs já conseguem saber como estão as relações dos seus casais favoritos. Mas, antes da transmissão deste capítulo final, a série já estava a dar que falar por causa de uma conversa entre os concorrentes Chris Fusco, executivo de contas, e Jessica Barrett, médica especialista em doenças infecciosas.
Já depois de estarem noivos e de se terem envolvido: Chris disse a Jessica que não sentia química entre os dois. Continuou a dizer que normalmente prefere estar com mulheres que "gostam de CrossFit" ou fazem "pilates todos os dias" e "alguém que treina todos os dias".
Mesmo depois de tudo isto, o executivo queria continuar com a "experiência" e com a relação, mas a médica não aceitou e disse-lhe que não iria implorar para que a amasse se não a achasse atraente.
Mais tarde, ao fazer a mala para deixar o programa, a médica falou sobre o assunto. "Estou extremamente desapontada e magoada, mas sei que ficarei bem... Tenho uma vida maravilhosa e não quero estar com alguém a menos que essa pessoa a torne ainda melhor".
Como seria de esperar, a internet reagiu, através de publicações nas redes sociais, mas também nas caixas de comentários do programa. Há quem chame a Chris "o homem mais pequeno que já existiu".
Entre os vídeos publicados sobre o assunto está um TikTok no qual podemos ver um vídeo da conversa a ser mostrada numa sala de aula. "Este homem é tão mau que está a ser analisado numa aula de psicologia", escreveu o internauta que publicou o vídeo.
Ou seja, um professor de psicologia decidiu utilizar o vídeo como exemplo durante uma aula. Já nos comentários muitas pessoas dizem que este momento pode ser um caso de estudo fascinante e um especialista comentou que gostava de dar "um curso sobre a interseccionalidade entre patriarcado, misoginia, teoria do apego, desequilíbrio de poder e fragilidade masculina".
Outro terapeuta comentou: "Para mim, parece um apego evitante. Escolher uma pequena coisa e transformá-la numa coisa enorme é típico do comportamento evitante."
