Coolzoone Madeira

Trocámos as temperaturas amenas da Madeira por -110ºC rumo à longevidade

Em nome da longevidade, a Coolzoone Madeira é um espaço que nos desafia. Aguentarias entrar numa câmara onde o termómetro marca -110ºC?

O arquipélago da Madeira é conhecido pelas temperaturas amenas que fazem com que o inverno pareça primavera e o outono o verão. São muitos aqueles que rumam até à ilha em busca do bom tempo que permite passear e mergulhar nas águas circundantes, mas há também quem vá atrás... do frio. Frio esse que só se encontra na Coolzoone Madeira.

A VERSA visitou o conceito alemão de portas abertas desde janeiro de 2024 e descobriu que, sim, é possível sobreviver a -110ºC. Mas não nos chamem já loucos, porque isto tem uma razão de ser.  

"Quando vamos para os -110ºC, automaticamente os nossos sensores na pele emitem ao cérebro que está muito frio, então o nosso cérebro entra em modo de sobrevivência e todo o sangue do corpo fica concentrado para proteger os órgãos vitais e a nossa produção de neurotransmissores anti-inflamatórios aumenta significativamente. Quando saímos, o sangue volta a circular pelo corpo de uma forma absolutamente normal", explica-nos Solange Andrade, gerente da Coolzone Madeira. 

O frio seco extremo é a chave para a longevidade, diz, mas até lá chegarmos passamos por outras etapas. 

A experiência na Coolzone Madeira começa no BodyScan, um aparelho que faz um scan 4D de todo o nosso corpo, avaliando o peso, a percentagem de massa gorda e magra, o IMC e as medidas da anca, barriga ou bíceps. A ideia? Saber que tipo de tratamento o nosso corpo precisa. 

Segue-se depois uma drenagem linfática, em que é aberto o sistema linfático e começa o processo detox do corpo. "São apenas 12 minutos, portanto, num curto período de tempo conseguimos ter imensos benefícios de uma forma mais confortável", afirma Solange. Depois, passamos para o túnel dos infraevermelhos, "que é o túnel de experiências, com oxigénio imunizado e infravermelhos que são excelentes para a produção de colagénio, e ainda luzes diferentes, como as luzes azuis, muito boas a nível dermatológico", seguidamente da então câmara fria, que "é o culminar de toda esta experiência.".

"Temos a maior câmara fria do mundo, dividida em quatro salas: -10ºC, -60ºC, -110ºC e -60ºC novamente". Quando estamos nos -10ºC, os sensores da pele emitem ao cérebro a mensagem de que está frio, então o nosso cérebro começa a adaptar-se. Já quando vamos para os -60ºC, o nosso corpo começa a produzir adrenalina, que é uma hormona excelente em curtos períodos de tempo. Depois vêm então os -110ºC, o expoente máximo de toda a experiência. 

Na passagem pela câmara fria, onde entramos em grupo, somos acompanhados por uma instrutora da Coolzone, que nos guia por cada câmara e indica alguns exercícios para manter o corpo ativo no frio.

Se é fácil aguentar os vários minutos dentro de cada câmara? Não, mas não é tão difícil como imaginávamos e a sensação final é... absolutamente revigorante. 

Submeter o corpo a -110ºC e quase sem roupa, apenas com as extremidades cobertas, é tudo uma questão mental. E de saúde. 

É que, afinal, "o frio é o segredo para a longevidade", remata a gerente da Coolzone Madeira.

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