Mais do que simples acessórios, há carteiras icónicas que atravessam décadas com a mesma imponência de outros tempos. Nos anos 70, houve uma carteira que se destacou como símbolo silencioso de autonomia feminina e que acompanha muitas mulheres da época até aos nossos dias. Falamos da 2.55 bag da Chanel.
Criada em fevereiro de 1955 por Coco Chanel, a 2.55 (nome que remete para a data de nascimento do modelo) ganhou novo fôlego nos anos 70. Numa década marcada pela entrada definitiva das mulheres no mercado de trabalho em massa, esta carteira reunia dois atributos essenciais: elegância e funcionalidade.
A alça de corrente metálica foi revolucionária, uma vez que libertava as mãos, permitindo mobilidade, enquanto a pele acolchoada conferia sofisticação e o fecho retangular “Mademoiselle” preservava a sobriedade original do modelo. Era uma peça que não gritava luxo, mas sim confiança.
Para as mulheres que nasceram nos anos 70 e hoje têm mais de 50 anos, a 2.55 pode representar mais do que nostalgia, é um ícone intemporal que vale a pena o investimento. Isto porque, num momento em que se privilegia qualidade em detrimento de quantidade, principalmente quando falamos de uma peça que é feita com couro de novilho envelhecido, é de apostar em peças como esta.
Uma 2.55 não é, assim, apenas uma compra emocional, é uma decisão estratégica porque, ao contrário de tendências efémeras, resiste a ciclos económicos e a mudanças de gosto.
A carteira está atualmente disponível em três tamanhos distintos na loja online da Chanel, a mini (€4.950), a normal (€10.300) e a grande (€11.100).
Mostramos na galeria de imagens estes e outros clássicos que valem a pena o investimento.
