The Edit
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The Edit: a coleção que dá liberdade para editar o dia, sem trocar de sapatos

A Maray estreou-se na MICAM com The Edit, coleção que permite às mulheres editar os seus dias sem, na maioria deles, trocar de sapatos. Na principal feira internacional do setor, a marca portuguesa deu passos firmes… sem precisar de salto alto.

Se para muitas marcas de calçado portuguesas a presença na MICAM já faz parte do calendário, para a Maray foi uma estreia, pensada e definida como estratégica no caminho para a sua expansão internacional. A feira de Milão continua a ser a mais importante no setor e a montra ideal para mostrar ao mundo o valor, a diferenciação, a excelência e a qualidade do calçado made in Portugal.

Em 2025, segundo a APICCAPS, Portugal produziu cerca de 80 milhões de pares de sapatos e exportou 90% da sua produção para mais de 170 países. A aposta nos mercados externos estava, naturalmente, nos planos da Maray. E se The Edit, a coleção outono/inverno 2026 que apresentou na MICAM, dá liberdade às mulheres, também dá à marca coragem e energia para conquistar o competitivo mercado internacional.

Como novo nome a reforçar a presença, ambição e afirmação da indústria do calçado português no mundo, marcámos uma conVERSA com Joana Trigueiros, CEO e diretora criativa da Maray.

O que significa a estreia na MICAM, regressa com alguma nova “provocação” ou teve alguma conversa com um potencial cliente que mereçam reflexão sobre a estratégia internacional da marca?

A presença da Maray na MICAM foi um claro sinal que demos ao mundo de que queremos ir além fronteiras. Gosto muito do mercado português pela proximidade que conseguimos ter do nosso cliente final e porque, cada vez mais, valorizamos aquilo que é nosso, mas não faria sentido não irmos além-fronteiras. O made in Portugal no calçado já é uma referência importante lá fora. Para nos posicionarmos como acreditamos fazer sentido, teríamos de ir para a feira de maior relevo a nível mundial. Temos clara a ideia de que a nossa expansão deverá iniciar-se na Europa, até porque temos um caminho de aprendizagem para fazer. No entanto, foi muito bom sentir o pulso de alguns buyers do Japão, EUA e Canadá. Mais do que as abordagens que tivemos, foi gratificante ver o encanto com que muitos buyers nos olharam e mostraram interesse. Mas a MICAM está longe de se esgotar na MICAM. Temos todo um trabalho para fazer a seguir que efetivamente ditará o sucesso desta feira.

O que nos conta a nova coleção apresentada em Milão?

The Edit é uma coleção que acreditamos permitir libertar a mulher do padrão e sentir que pode editar os seus dias as vezes que precisar sem precisar, na maioria deles, trocar de par de sapatos. A versatilidade desta coleção permite que estejam elegantes tanto para trabalhar como para uma festa ou jantar de amigos assegurando sempre o seu conforto se tiver de dar uma corrida para apanhar um avião ou levar os filhos à escola. Quanto a best sellers, temos os nossos icónicos mas, geralmente, os modelos novos também correm bastante bem pelo que contamos que o mesmo aconteça nesta coleção.

De que forma a coleção reflete a evolução da Maray e o atual momento da marca?

Nunca tivemos uma coleção tão forte como esta, quer do ponto de vista da oferta - em que introduzimos pela primeira vez um tacão de 4cm ou as sabrinas com um toque de elegância incrível - como de painel de cores que é quente e poderoso. Assim nos sentimos nós, com coragem e energia para enfrentar os desafios que o mercado internacional nos colocará certamente.

Parece simples, mas…sapatos rasos, statement, conforto, personalidade, atitude…presença sem precisar de saltos altos. Como pensa todos estes layers na marca e que, no fundo, é o que a diferencia no mercado?

Montar cada coleção é um desafio que abraçamos sempre com entusiasmo. O facto de termos uma grande proximidade com o cliente, faz-nos ter acesso a um feedback bastante qualificado. Essa será sempre a nossa base de trabalho para melhorarmos e entregarmos ao cliente aquilo que precisa. Naturalmente que defendemos sempre o nosso posicionamento e o nosso ADN pois é uma das nossas forças e gostamos muito que as pessoas que nos conhecem não precisem de ver a marca de sapatos para identificarem que são MARAY.

Há um perfil de mulher ou determinado estilo de vida que seja o grande target da marca?

A mulher Maray é uma mulher que gosta de marcar a diferença. Uma mulher elegante e, ao mesmo tempo, prática. O conforto é um básico que gosta de garantir, pois normalmente tem um estilo de vida bastante ativo. A Maray oferece ambos pelo que é fácil, para nós, agradar a esta mulher. Sabemos que, pela irreverência que entregamos, não seremos uma marca para todas as mulheres mas acreditamos que, de facto, vale a pena “pecar” pela diferenciação num mercado tão competitivo.

Como a promessa – confiante e empoderada sem precisar de saltos altos, se traduz depois no produto ou na experiência com a marca? Ou seja, que materiais ou cores privilegiam para traduzir essa mensagem?

Usamos maioritariamente pele, por acreditarmos que é o material mais natural e que terá maior durabilidade e conforto. Usamos e abusamos bastante da cor mas temos bastante cuidado para que cada coleção funcione como um ecossistema - cada referência tem de funcionar individualmente mas também no seu conjunto. Além das cores, trabalhamos texturas - animal print e pony que acaba por trazer a irreverência que gostamos de entregar.

Vemos casos, também neste setor, de evolução para marca de lifestyle, com a extensão da coleção a carteiras e até roupa. Que visão tem para os próximos tempos?

Nós estamos focados em produção em pele pelo que já apresentamos no nosso portfolio de produtos os cintos, carteiras, porta-cartões, porta-chaves e clutch. Faz-nos sentido trabalhar neste segmento também como complemento ao que fazemos. Quanto à roupa, não faz parte do caminho que desenhámos até à data e acredito que há muitas marcas portuguesas que o fazem bastante bem.

Que mulher, celebridade ou que a inspire, gostava de ver calçada com um modelo Maray?

Em Portugal, na verdade, já grande parte delas andam ou já andaram de Maray pelo que não me ocorre ninguém em concreto. Internacionalmente, ver a Júlia

Roberts de Maray seria incrível. Para mim, é uma mulher que prima pela elegância descontraída e por ter uma energia incrível o que faz um match claro com o que vejo na Maray.

Nécessaire

Esta dieta de 48 horas será a solução para o colesterol?

Dois dias. Uma dieta improvável. E se fosse suficiente para baixar o colesterol “mau”? Um estudo recente sugere que pode ser possível.

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