Conhece Marco e León, os primos que mergulham em rios e lagos à procura de objetos perdidos
Conhece Marco e León, os primos que mergulham em rios e lagos à procura de objetos perdidos | Fotografia: @marco.vassal
Design e Artes

Há um verdadeiro tesouro por explorar em Portugal. Estes jovens já receberam mais de 230 pedidos só este verão

Foste à praia, deste um mergulho numa cascata, ou nadaste num lago e... perdeste alguma coisa na água? Dois jovens franceses transformaram esse problema num negócio que já recebeu mais de 230 pedidos só este verão.

Conhece Marco e León, os primos que mergulham em rios e lagos à procura de objetos perdidos

Praias fluviais para descobrir neste verão

Há quem aproveite as férias para viajar para fora, quem prefira continuar a descobrir Portugal, quem não troque a praia por nada e quem escolha rios e lagoas para fugir ao calor. Mas, se há algo que apostamos que quase todas as famílias têm em comum, é uma história sobre um objeto que ficou perdido algures numa dessas aventuras.

Um anel que caiu ao mar, uns óculos que desapareceram durante um mergulho, uma pulseira levada pela corrente ou até um telemóvel que acabou no fundo da água. E nem as celebridades escapam. Basta lembrar Kim Kardashian e o momento que se tornou num dos memes mais conhecidos da televisão depois de perder um brinco de diamantes no mar.

Na maioria das vezes, a história acaba aí. Entre a profundidade, a pouca visibilidade, as correntes e a dificuldade em perceber exatamente onde o objeto caiu, recuperar uma peça perdida na água pode parecer praticamente impossível.

Mas dois jovens franceses decidiram transformar precisamente esse problema numa oportunidade de negócio.

Marco e León são primos e estão por detrás de um serviço pouco habitual: mergulham em rios e lagos à procura de objetos perdidos por outras pessoas. E, a julgar pela procura, a ideia parece estar a resultar. Só este verão receberam mais de 230 pedidos de ajuda, tendo selecionado cerca de 50 para tentar recuperar.

Tudo começou muito antes de existir qualquer projeto. Marco cresceu perto de um rio e, em criança, passava parte do tempo a procurar pequenos “tesouros” que encontrava junto à margem. Mais tarde, começou também a tentar descobrir quem eram os verdadeiros donos dos objetos para conseguir devolvê-los.

Hoje, ao lado do primo León, levou essa curiosidade para outro nível.

Quem perde um objeto pode entrar em contacto com os dois através das redes sociais ou do site, explicar o que aconteceu e indicar o local onde acredita que a peça possa ter caído. A partir daí, começa uma verdadeira caça ao tesouro debaixo de água.

Para as buscas, os jovens utilizam fatos de neoprene, garrafas de mergulho, lanternas e detetores de metais, equipamentos que lhes permitem procurar no fundo de rios e lagos peças que, muitas vezes, têm apenas alguns centímetros.

Só durante este verão, Marco e León receberam mais de 230 solicitações, um número que os obrigou a escolher apenas algumas dezenas de casos para investigar. Um verdadeiro negócio de verão que, além de resolver pequenos dramas de férias, acaba também por revelar aquilo que fica escondido no fundo da água.

E não falamos apenas de anéis, pulseiras ou colares. Ao longo dos mergulhos, os jovens já encontraram telemóveis, relógios digitais e até cartas Pokémon.

As aventuras são partilhadas no canal de YouTube de Marco, que reúne mais de 46 mil subscritores e acompanha as diferentes buscas, desde os primeiros mergulhos até ao momento em que alguns dos objetos regressam finalmente às mãos dos donos.

Por cá, ainda é um negócio que não existe. Mas num país onde as férias se dividem entre praias, rios, lagoas e praias fluviais, não é difícil de imaginar quantas alianças, brincos, relógios e outros pequenos “tesouros” estarão neste momento perdidos debaixo de água. Há um verdadeiro tesouro por explorar em Portugal... e pode muito bem ser este negócio.

Gourmet

Novidade da Mercadona diz adeus às peixarias tradicionais. E em Portugal?

As lojas Mercadona vão deixar de vender peixe como antigamente. Há agora uma forma mais rápida e prática, resta saber quando chega a Portugal.

Design e Artes