Janeiro não começou da melhor forma. Primeiro veio a Ingrid, depois o Joseph, a devastadora Kristin e ainda o Leonardo. Agora anuncia-se mais uma: vem ai a depressão Marta neste fim de semana, 7 e 8 de fevereiro, em que se prevê chuvas muitos intensas, mantendo o risco de cheias e inundações, e rajadas de vento de até 100 quilómetros por hora, além de forte agitação marítima.
O cenário não é nada animador, ainda para mais quando várias zonas do país ainda estão a tentar recuperar dos estragos das tempestades anteriores. Pelas redes sociais há uma questão que tem intrigado muitos internautas: afinal, quem dá o nome às tempestades?
Os nomes não são dados ao acaso, são escolhidos em conjunto por "diversos serviços meteorológicos da Europa, sob os auspícios da EUMETNET [(European Meteorological Network]", anuncia o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Este ano a nomeação das tempestades é ainda feita com o "auxílio do Servei Meteorològic Nacional, o serviço meteorológico do Principado de Andorra, que se junta ao IPMA e aos serviços meteorológicos de Espanha (AEMET), de França (Météo-France), da Bélgica (RMI) e do Luxemburgo (MeteoLux)".
"O critério para a nomeação de tempestades está diretamente relacionado com os impactos e com a emissão de avisos de nível laranja ou vermelho no sistema internacional de avisos meteorológicos. O principal parâmetro meteorológico que define a nomeação de uma tempestade é o vento, mas considera-se a nomeação de tempestades com outros parâmetros desde que o seu impacto tenha potencial para ser severo", informa o IPMA.
As tempestades para a temporada de 2025/2026 já têm todas nome atribuído, por isso é fácil saber o quem nos espera se o mau tempo continuar. Ora, depois da Marta, virá então o Nils, a Oriana, o Pedro, a Regina, o Samuel, a Therese, o Vitor e a Wilma. Para trás ficam nomes como a Alice e o Harry.
O principal motivo para a atribuição de nomes de pessoas a tempestades é a maior facilidade na "comunicação ao público da ocorrência destes fenómenos meteorológicos que trazem associadas situações de risco potencialmente elevado para as vidas e bens dos cidadãos, trazendo igualmente fluidez na comunicação entre os diferentes Serviços Meteorológicos Nacionais e as estruturas de Proteção Civil", frisa o IPMA.
