Mathilde Favier
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Entrou na Chanel aos 13 anos e chegou ao coração da Dior. Mathilde Favier morre aos 57 anos

Morreu Mathilde Favier, a mulher que conhecia o Paris da moda. Uma figura central da Dior, admirada por todos os que valorizam o saber fazer e o saber estar dentro e fora de (qualquer) Casa.

Morreu aos 57 anos Mathilde Favier, diretora de Relações Públicas da Dior e uma das figuras mais conhecidas dos bastidores da maison. Favier e o marido, o produtor de cinema Nicolas Altmayer, de 61 anos, morreram na passada segunda-feira, dia 17, num acidente de viação em Deux-Sèvres, em França. A morte foi confirmada, em comunicado, pela Dior.

"No seu cargo de Diretora de Relações Públicas, Mathilde Favier deu um contributo extraordinário para a reputação da Christian Dior Couture, graças ao seu empenho e elegância. Era uma mulher excecional, cuja alegria contagiante, talento e lealdade eram exemplares", lê-se no comunicado da Casa de moda.

Durante mais de uma década, Favier foi uma das principais responsáveis pela ligação entre a Dior e o mundo das celebridades. Era ela quem recebia os grandes nomes nos desfiles, acompanhava atrizes e músicos, e ajudava a transformar as criações da maison em momentos que chegaram a vários cantos do mundo.

Mas Mathilde Favier era muito mais do que uma responsável de comunicação. Era uma verdadeira personagem da moda parisiense. Como disse Jonathan Anderson, era "o próprio espírito da Couture".

Conhecida pelo seu estilo e pela enorme rede de contactos, movia-se entre a moda, o cinema, a arte e a alta sociedade. O seu círculo incluía algumas das figuras mais influentes da indústria e, ao longo dos anos, tornou-se ela mesma uma presença habitual nos grandes eventos da moda.

A ligação à indústria vinha, aliás, de família. A sua meia-irmã, Victoire de Castellane, é diretora criativa da joalharia Dior, enquanto o tio, Gilles Dufour, trabalhou durante anos ao lado de Karl Lagerfeld na Chanel. E, claro, não é por acaso que Mathilde começou a trabalhar no universo da moda muito cedo: aos 13 anos, fez um estágio na Chanel, onde chegou a trabalhar com Sofia Coppola.

Mias tarde, passou pela Prada, onde esteve a trabalhar 11 anos, antes de chegar à Dior.

Em 2024, publicou Mathilde à Paris, um livro sobre a cidade, a sua vida e a sua ideia de elegância. Era também uma homenagem à mãe, que lhe ensinara desde criança que o verdadeiro luxo estava nos pequenos detalhes: uma mesa bem posta, receber amigos e fazer os outros sentirem-se especiais.

É talvez essa a melhor forma de recordar Mathilde Favier: não apenas como a mulher que representava a Dior perante as estrelas, mas como alguém que ajudou a construir as relações e a personalidade social da maison.

Despedimo-nos, assim, de uma das mulheres que melhor conhecia a Paris da moda — e uma figura que, durante anos, esteve no centro de tudo aquilo que acontecia à volta da Dior.

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