Reprodução do filme "Comer Orar Amar"
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Dieta mediterrânica: a aliada das mulheres (especialmente na menopausa)

Patrícia Gabriel, nutricionista das Farmácias Holon, assina este artigo de opinião sobre a importância da alimentação na menopausa - fase que "não deve ser sinónimo de sofrimento".

Nutricionista Patrícia Gabriel



A Menopausa é uma fase natural na vida da mulher, mas pode ser especialmente desafiante para muitas. A alimentação, em especial a dieta mediterrânica, assume um papel muito importante no controlo dos sintomas.

A queda acentuada nos níveis de estrogénio provoca inúmeros sintomas e destacá-los começa, também, por ser um desafio. As manifestações podem ser diferentes de mulher para mulher e surgir como afrontamentos, insónias, alterações de humor, aumento de peso, perda de massa óssea, diminuição da libido, secura vaginal, alterações na pele e no cabelo, além de um cansaço persistente. Estas alterações conseguem transformar este período num verdadeiro teste ao bem-estar físico e emocional.

A boa notícia? A alimentação é uma poderosa aliada. Está comprovado que o que comemos tem um impacto, muito positivo, também na forma como vivemos a menopausa. Pelas suas características, a dieta mediterrânica assume um papel protetor essencial. Baseada em alimentos frescos e naturais, com o foco nos vegetais da época, inclusão de peixe e leguminosas, estudos demostram que este padrão alimentar está associado a um menor risco cardiovascular e de osteoporose, de diabetes tipo 2, de certos tipos de cancro (mama), no declínio cognitivo e na saúde mental.

Todos os dias, o que ingeres faz a diferença para viveres a tua menopausa de forma equilibrada. Para ajudar nesta transição, partilho nove dicas alimentares essenciais:

1. Aposta no cálcio e vitamina D: ajudam a prevenir a osteoporose. Inclui lacticínios magros, vegetais de folha verde, ovos, peixes gordos e leguminosas na alimentação;

2. Prefere gorduras saudáveis: opta por azeite, abacate, frutos secos oleaginosos, sementes (chia, linhaça) e peixes gordos (salmão, sardinha). Estas gorduras protegem o coração e combatem a inflamação;

3. Reduz o açúcar, aumente as fibras: ajudam no controlo do apetite, na saúde metabólica e intestinal. Encontram-se em frutas, hortícolas, leguminosas, cereais integrais e sementes;

4. Garante proteína de qualidade: fundamentais para preservar a massa muscular. Privilegia peixe, ovos, carnes magras, tofu, leguminosas e lacticínios magros;

5. Inclui alimentos ricos em fitoestrogénios: imitam o estrogénio e reduzem as ondas de calor. Disponíveis na soja e rebentos de soja, linhaça, cereais integrais e frutos vermelhos;

6. Cuida do humor com triptofano: favorece a produção de serotonina, a “hormona da felicidade”. Boas fontes incluem ovos, banana, aveia, salmão, sementes de abóbora e chocolate negro (com moderação);

7. Mesmo sem sede, hidrata-te bem: ajuda a combater o cansaço, melhora a pele e alivia a dor de cabeça;

8. Combina a nutrição com exercício físico diário: treino de resistência, de força - ioga, pilates - ajudam a controlar o peso, a preservar a massa muscular e óssea, a melhorar o sono, o humor e a reduzir os afrontamentos e os suores noturnos;

9. Reduz o consumo de álcool e a cafeína: ambos podem agravar os afrontamentos, ondas de calor, alterações no sono e de humor.

A menopausa não deve ser sinónimo de sofrimento. Com pequenas mudanças diárias, é possível ganhar mais energia, controlar os sintomas e prevenir doenças futuras.

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