A chuva está de volta a Portugal | Fotografia: Princesa Diana | Getty, Mirrorpix
A chuva está de volta a Portugal | Fotografia: Princesa Diana | Getty, Mirrorpix
Evasão

Depois de temperaturas altas a baterem recordes... preparem-se para a chuva que ninguém esperava

com LUSA

Sim, estás a ler bem. Depois de semanas de muito calor, o tempo vai mudar drasticamente e a chuva regressa a quase todo o país.

Pensávamos mesmo que o mau tempo estava de malas feitas e só regressaria no outono, mas, afinal, não temos essa sorte. Depois de dias de muito calor que bateram recordes — o novo extremo absoluto no mês maio foi atingido em Mora, no Alentejo, com 40.3°C — a chuva regressa, assim como o vento e as temperaturas vão descer significativamente, em quase todo o país. 

Maria João Frada, meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), citada na LUSA, explica que nos próximos dias "a passagem de ondulações frontais de fraca atividade em dissipação sobre Portugal continental" vai "dar origem a nebulosidade e precipitação". 

Prevê-se, assim, uma descida de temperatura entre os 6ºC e 7ºC e vento forte que pode ser de "rajadas até 70 quilómetros por hora no litoral oeste, terras altas e sotavento algarvio". Esta combinação pode resultar numa "sensação acrescida de frio". 

Nos próximos dias, as temperaturas máximas podem variar entre os 22ºC e os 25/26ºC, atingindo os 30ºC "em alguns locais do Alentejo, Vale do Tejo e Vale do Douro", mas serão "inferiores na faixa costeira ocidental entre os 18ºC e os 20/23ºC". Já as mínimas podem variar entre os 11/12ºC e os 15ºC, entre os 17ºC e os 20ºC na faixa costeira e entre 8ºC e 10ºC nas terras altas.

De acordo com a meteorologista, as temperaturas sobem na quarta-feira, 3 de junho, mas descem novamente na quinta-feira, 4 de junho, "novamente com intensificação de vento". 

"Isto tem a ver com a posição do anticiclone dos Açores que baixou em altitude, está a sul-sudoeste dos Açores e há depressões no Atlântico norte e associadas a estas depressões, que estão bastante longe do continente, vêm as ondulações frontais que atravessam o continente e que são de fraca atividade", explica. 

Também explica que estas mudanças se devem à corrente de jato que está em níveis muito altos da atmosfera. Realça ainda que a "corrente de jato é uma zona, uma faixa tubular em que há ventos máximos na alta atmosfera e a corrente de jato oscila em altitude consoante as estações do ano. No verão está mais para norte e no inverno baixa. O jato está mais para sul e dá origem a ondulações." 

É, no entanto, uma situação normal no mês de junho. "Isto é comum. Não é inédito e é provável que as máximas, ao descer, fiquem abaixo da média", acrescenta. 

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