Teresa Martins, 63.º edição ModaLisboa | Fotografia: Ricardo Santos
Teresa Martins, 63.º edição ModaLisboa | Fotografia: Ricardo Santos
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⁠Vermeer na MODALISBOA? Não, é a nova rapariga com brinco de pérola

Vários jovens passam na MODALISBOA para mostrar o seu talento, como é o caso de Teresa Martins. À VERSA apresenta a sua interpretação da obra "Rapariga com Brinco de Pérola".

A primeira vez que olhamos para o casaco de Teresa Martins, vimo-lo de frente e desperta-nos a atenção o formato estilo capa que está entre as tendências de moda deste outono/inverno apresentadas em Paris. E era esse o reparo que íamos fazer numa nota sobre street style... até a jovem de 21 anos virar-se de costas. 

Descobrimos que nesta capa de inverno há uma homenagem ao trabalho de Johannes Vermeer, autor da famosa obra Rapariga com Brinco de Pérola, pintada por volta de 1665. Mas enquanto a obra do holandês é feita em óleo sobre tela, outro método é usado por Teresa Martins, licenciada em Design e Produção de Moda na Lusófona e, atualmente, no 1.º ano de mestrado. 

"O casaco foi inspirado no quadro da Rapariga com Brinco de Pérola e usei patchwork, que vai ser sempre a minha identidade. Esta foi a minha primeira peça em patchwork e no final deste ano, em princípio, já terei uma coleção feita", conta à VERSA. 

Patchwork é uma técnica que envolve a união de diferentes cores, padrões e tecidos, particularmente utilizada com o fim de aproveitar materiais, como explica Teresa Martins.

"O patchwork está relacionado com uma parte de sustentabilidade. De modo a não haver tanto desperdício de tecido, consigo aproveitá-lo mais ao fazer retalhos em triângulos. O objetivo é usar sempre formas geométricas para fazer qualquer tipo de imagem que irei realizar no futuro". 

 

Nesse futuro já está então nos planos da jovem de 21 anos o lançamento da sua primeira coleção em patchwork, que será uma edição limitada, com cerca de cinco peças exclusivas, entre as quais o casaco da Rapariga com Brinco de Pérola. 

Peças que vamos poder encontrar na sua marca, denominada CONTRAVAIS, que resulta de uma fusão de palavras. "O nome da marca tem que ver com o sítio onde cresci, nos Olivais, e a cultura. Porque onde vivo apanhamos pessoas muito diferentes no dia a dia. E eu gostava de ter uma mistura de identidades e exclusividade", remata. 

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