Coco Rocha desfila na passerelle durante o desfile da Chanel Haute Couture outono/inverno 2024-2025, no âmbito da Semana da Moda de Paris | Fotografia: Getty Images
Coco Rocha desfila na passerelle durante o desfile da Chanel Haute Couture outono/inverno 2024-2025, no âmbito da Semana da Moda de Paris | Fotografia: Getty Images
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Novo diretor criativo da Chanel já é conhecido e é o menos espectável

Bruno Pavlovsky, presidente de moda da Chanel, anunciou Matthieu Blazy como o novo diretor criativo da marca, sucedendo a Virginie Viarder.

Matthieu Blazy é o novo diretor criativo de moda da Chanel, a primeira vez que alguém de fora assume um cargo com tanta importância desde que Karl Lagerfeld se juntou à marca em 1983 para lhe dar uma nova vida.

De acordo com Bruno Pavlovsky, presidente de moda da casa, o designer franco-belga vai assumir o cargo a partir de janeiro e apresentará a sua primeira coleção na Semana de Moda de Paris em setembro de 2025.

O antigo responsável artístico da Bottega Veneta, da Kering, desde 2020, irá assumir a direção criativa de uma das marcas mais poderosas da indústria num momento em que o setor do luxo tenta fazer face a um decréscimo nas vendas, escreve o Financial Times. 

Blazy, que não era considerado o nome mais forte para ocupar a vaga em aberto na Chanel há seis meses, iniciou a carreira na Maison Margiela, tendo depois trabalhado com Phoebe Philo na Céline, seguindo-se a Calvin Klein. O designer foi a escolha menos óbvia entre nomes como Heidi Slimane, Jonathan Anderson da Loewe ou Pieter Mulier da Alaïa.

Virginie Viarder, a antiga diretora de estúdio de Lagerfeld, abandonou a Chanel, depois de 30 anos como diretora criativa de moda da marca. Questionado sobre se o novo diretor criativo teria de ser francês ou ser do sexo feminino, Pavlovsky deu a entender que não se tratavam de questões relevantes. “Não era esse o objetivo. Estávamos abertos a tudo”, disse ele. “Não se tratava de ter um homem ou de ter uma mulher. O que estava em causa era a capacidade de avançar para o próximo passo e o que é melhor para ultrapassar a linha”, disse citado pelo Financial Times.

Apesar dos desafios que o mercado de luxo enfrenta atualmente, o presidente da Chanel, Bruno Pavlovsky, mantém-se positivo em relação a 2025. A marca organizou recentemente o desfile Métiers d'Art em Hangzhou, na China, que atraiu 2.000 convidados e clientes, resultando em fortes vendas subsequentes, escreve o jornal inglês. Pavlovsky reconheceu as actuais complexidades económicas do setor, afirmando que, embora o crescimento possa ser limitado, a marca está a ter um bom desempenho.

A empresa prepara-se para dar as boas-vindas a Blazy como novo diretor criativo, confiando-lhe designs icónicos da Chanel, como o clássico casaco em tweed, a carteira acolchoada e as sabrinas de dois tons.

Embora Blazy tenha tido sucesso na Bottega Veneta, a Chanel trata-se de uma casa de moda com maior dimensão e mais complexa.

"Estou encantado e honrado por me juntar à maravilhosa casa Chanel. Estou ansioso por conhecer todas as equipas e por escrevermos juntos este novo capítulo", disse Blazy sobre o novo cargo.

Apesar da sua dimensão, a  Chanel continua a ser uma empresa familiar, gerida pela família Wertheimer desde 1924 e sediada em Londres desde 2018.

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