Iris Apfel | Fotografia: Getty
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Revisitar o guarda-roupa de Iris Apfel: a moda pode ser tudo, menos conformista

Do seu trono de lantejojas com os seus óculos gigantes, Iris Apfel testemunha o nosso amor ao seu legado que agora revisitamos.

Antes de ser a eterna “it girl” que todos conhecem ou uma musa entre gerações, Iris Apfel formou-se em História da Arte pela Universidade de Nova Iorque e trabalhou como curadora no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, onde se especializou em têxteis. A partir daqui, é história... A história de amor por tecidos e padrões únicos que todos conhecem.

Iris não se definia apenas como uma excêntrica amante de moda. A sua abordagem à moda completamente antagónica ao conceito de fast fashion sempre nos trouxe a ideia de que a moda é para ser divertida, um reflexo da individualidade que não segue tendências. Ou a expressão pessoal que não aceita conformismos. E é por isso que o que para uns pode ser visto como exagero, outros viram como o atrevimento em forma de arte. A audácia dos óculos gigantes, colares volumosos e roupas coloridas representa o que podemos chamar de uma espécie de filosofia sobre ser-se Iris.

Em 2024, despedimo-nos de Apfel, após mais de um século de uma vida vivida em doses de alegria, mas em menos de um ano voltamos a relembrá-la, através do seu icónico guarda-roupa em leilão na Christie's. Um closet que parece resultado de uma razia bem-sucedida a um armazém de antiguidades vintage, onde cabem todos os grandes nomes, como Gucci, Dior, Valentino, Balenciaga, Lanvin, Versace, entre algumas peças mais ecléticas…muito ao estilo de Iris.

Mas isto não é sobre roupas. É sobre um legado. Cada peça do guarda-roupa de Iris é um manifesto visual contra a monotonia e a mediocridade. Afinal, ela nunca quis saber de tendências ou daquele minimalismo aborrecido que agrada aqueles que têm medo de arriscar. A vida de Iris não é uma memória a preto e branco, nem assim seria o seu guarda-roupa.

Das túnicas Gucci de cores vibrantes aos vestidos vintage Dior que parecem saídos de um conto de fadas psicadélico, passando por peças de Alta-costura Lanvin com nuances de teatralidade e acessórios Versace que gritam opulência. Há ainda joias excêntricas de designers mais lúgubres que só uma verdadeira colecionadora saberia valorizar. Este não é apenas um guarda-roupa; é uma aula de história da moda misturada com uma generosa dose de rebeldia.

E não é só de roupas que se faz este leilão. Entre os mais de 200 itens disponíveis, encontramos uma escultura de uma avestruz, carinhosamente chamada de "Gussy" por Iris desde 1975, e até uma cadeira "estilo Luís XVI" pintada com um retrato da própria, oferecida em 2021 pela artista Anna Anoyo.

Pensar neste leilão é como desmontar um Picasso para vender as partes. Porque, sejamos francos, estas peças isoladas, sem a deliciosa energia caótica de própria Iris, não podem ter o mesmo valor.

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Alerta para dias frios: vais desejar esta peça em saldos na Mango

Se te queres proteger do frio que não abranda uma tendência de moda, temos uma proposta da Mango. Melhor: está em saldos.

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