27 imagens de inspiração: nostalgia é a grande tendência de 2025 que transita para 2026
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Rafaela Simões
- 9 jan, 00:41
Entramos num novo ano a olhar... para as décadas anteriores. A moda assim o exige e nós seguimos a tendência.
Em 2026, é tempo de olhar para trás na moda
Casacos de inverno que seguem as tendências de moda
Em 2025, a moda viveu um fenómeno curioso: em vez de só olharmos para o futuro, passámos a olhar para trás e, em 2026, o percurso não é diferente. Isto porque o vintage está no centro do discurso do momento e por boas razões.
Ainda antes de chegarmos ao universo vintage propriamente dito, vale lembrar um exemplo nostálgico: a estética Y2K, inspirada nos primeiros anos do milénio, voltou a ganhar destaque nos últimos anos e mantém-se relevante em 2025 e 2026. Influenciada por ícones pop, como Paris Hilton e Britney Spears, esta estética trouxe de volta elementos como jeans de cintura baixa, mini-saias, veludo, holográficos, acessórios com brilho e também micro-carteiras que eram onipresentes nos anos 2000.
Um outro fenómeno igualmente importante é o ressurgimento do arquivo como fonte de inspiração e criação, sinal de que olhar para trás deixou de ser encarado como falta de imaginação e passou a ser visto como inteligência criativa. Alguns exemplos foram dados por marcas como Dior ou a Schiaparelli ou a Gucci, que trouxeram de volta ombros estruturais ou os cortes oversized e masculinos.
Na moda atual, na qual tudo parece efémero, rápido e replicável, as peças que carregam história ganham novo valor, a questão é: o que, afinal, vale a pena preservar? Depende do que por ai encontrarmos.
O retro é a estética desejada e o vintage transforma-se em uma alternativa sustentável ao consumo acelerado, promovendo o uso de peças já existentes, a compra em segunda mão e o reaproveitamento criativo, sendo estas escolhas que muitos consumidores, especialmente da geração Z, abraçam por princípios e estilo.
O arquivo torna-se, deste modo, uma referência na atualidade, não apenas pela sua raridade ou exclusividade, mas pela capacidade de contar histórias e de ligar gerações.
Se a tendência predominante em anos recentes foi sobre o que nunca viste antes, o que emerge em 2026 é uma reconfiguração do antigo, que passa a moderno.
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