Casamento Mariana Degener | Fotografia: The Fotoshop
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Como escolher um vestido de noiva? É preciso "analisar o lugar onde se casa"

Mariana Degener e Pablo Martinez De Salinas casaram a 19 de julho. Mas antes dessa data Mariana teve de tomar a decisão mais importante: o vestido. Como escolher? Há algumas dicas.

Existe um dia especial e talvez dos que passa mais rápido em toda vida: o dia de casamento. Esse dia, para Mariana Degener e o agora marido Pablo Martinez De Salinas já passou, mas ficam as memórias de tudo o que foi necessário para o concretizar. 

Entre os demais pormenores, há um que é essencial: o vestido da noiva. As opções são muitas, as certezas poucas, as variantes (como o cenário envolvente ou a estação do ano) um desafio, mas no final de tudo chega sempre o "sim" ao vestido e no caso de Mariana Degener foi um "sim" à primeira vista.

A portuguesa e co-fundadora da empresa de comunicação SC&DEGENER conta à VERSA todo o processo de escolha do vestido de noiva que a fez brilhar no altar da Ermita de Santa Cristina, na Costa Brava, em Espanha, seguindo-se a festa no Convento de Blanes, com vista para o Mar Mediterrâneo. 

Neste cenário, o azul do oceano contrasta com o branco de noiva, a única cor que faria sentido para Mariana Degener, não fosse ela uma noiva de estilo mais clássico e não uma noiva Bridgerton

Da escolha do vestido ao sapatos por ele escondidos, à VERSA Mariana Degener revela tudo o que marcou o dia 19 de julho para sempre.

Como é que uma noiva escolhe o vestido? 

Escolher o vestido é um processo muito divertido. Temos uma ideia pré-concebida e depois começamos a experimentar essa ideia e outras (para o caso de nos ter escapado alguma).

É necessário experimentar vários vestidos, porque às vezes uma coisa que não tínhamos imaginado funciona bem no nosso tipo de corpo e outras que imaginamos muito depois não nos favorecem. Não há nada como começar com disposição e abertura para explorar este mundo que são os vestidos de noiva.

Eu, por exemplo, tinha uma ideia que acabei por moldar e adaptar àquilo que me fazia brilhar mais. Inicialmente pensei num vestido estilo Grace Kelly, com muita renda nas mangas e até um bocadinho de gola, mas depois percebi que para além de ser julho e não fazer sentido, o lugar também não convidava a usar esse vestido. Esse género pedia uma catedral grande e uma mulher mais alta. A noiva tem de analisar o lugar onde se casa e seguir o estilo no vestido apropriado para o momento do ano e local.

Então comecei a ver opções com as mesmas características, mas diferente ao mesmo tempo. Queria princesa, sem dúvida, mas algo que me realçasse mais a mim e não ao vestido.

É um vestido exclusivo ou de uma coleção de noivas? 

É um vestido de Jesus Peiro, mas adaptado. São modelos já feitos, mas tudo adaptável para que a noiva se sinta única. 

Porquê este vestido?

Encontrei este vestido pelo qual me apaixonei à primeira vista, pois tem um corte muito especial e o tecido é garça de linho. É raro ver um vestido com este tecido que case tão bem com o mar. Adaptei o vestido com as mangas que tanto gosto e com o laço para lhe trazer mais personalidade.  

Além de ter todas as características que procurava, algo dos meus sonhos, era um vestido que me realçava muito. Fazia-me brilhar e toda a luz que transmitia era um sim óbvio para a escolha. A reação da minha mãe e da minha irmã ao sair do provador foi a melhor reação do mundo comparativamente a todos os outros vestidos que tinha experimentado. Era este!

Mariana Degener e a irmã Inês Degener | Fotografia: D.R.

Foi o vestido que sempre idealizaste?

Sem dúvida. Como um conto de fadas. Queria um vestido intemporal, um vestido que dentro de muitos anos, ao olhar para trás, tenha a certeza de que o escolheria outra vez. É um clássico com muita elegância e era tudo o que queria.

Depois, penso que as jóias da Lisi Fracchia complementaram muito bem a escolha – diamantes de 18K –, assim como as ondas naturais feitas pela Irene Pangusión do Salon Toro para a GHD e a maquilhagem sóbria e natural, mas de princesa, do Yadro Ochoa para a Lancôme.

Trabalhar com marcas tão especiais no dia mais feliz da minha vida foi também um sonho tornado realidade e estou muito grata por isso.

 

Tens mais do que uma versão de vestido de noiva? 

Sim. Podia tirar as mangas e ficava um cai cai maravilhoso. O decote subido foi o que mais gostei.

O véu ainda se usa? Ou preferiste uma capa ou colete?  

Véu sem dúvida. Sou uma noiva clássica (risos). Não fui velada, pois já levava muita informação à frente no vestido e achei desnecessário, mas nunca foi uma opção levar capa ou colete. É a única oportunidade na vida onde podemos usar véu. Porque não? Fica tudo mais romântico! 

Um pormenor do vestido que não se veja

O tecido, garça de linho, é algo especial e só se tem melhor percepção em pessoa.

Diz-se que os sapatos da noiva se compram antes do vestido. Foi assim?

Sem dúvida. Foi a primeira coisa que comprei. Queria uns sapatos abertos e confortáveis. Com isto começámos a ir às provas do vestidos.

Que aspetos influenciaram a escolha dos sapatos?

Eu queria que fossem confortáveis e lindos. A escolha foi Zé Garcia. São tão delicados, elegantes e perfeitos para noiva, já que são altos, mas com muita plataforma. Aguentei imenso com eles.

Tiveste mais do que uns sapatos ou chegaste a mudar para ténis?

Tive uns segundos sapatos de Jesus Peiro, que eram de tacão e compensados, mas de corda. Muito elegantes em branco e confortáveis, feitos para noiva. A verdade é que não me doeram os pés até ao final da noite. Dancei a noite inteira. Melhor escolha de sempre!

 

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