Gonçalo Peixoto | Fotografia: D.R.
Gonçalo Peixoto | Fotografia: D.R.
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"Se tivéssemos de vestir a mulher dos anos 30 ou 40, como se vestiria em Gonçalo Peixoto?"

O designer Gonçalo Peixoto está de regresso à ModaLisboa e diz-nos o que esperar da sua nova coleção primavera/verão 2026.

"Base" é o tema da 65.ª da ModaLisboa, evento de volta a contar com a presença dos maiores talentos da indústria da moda em Portugal. 

Entre eles está Gonçalo Peixoto, designer muitas vezes escolhido por Margarida Corceiro ou Madalena Aragão, em dias ou momentos especiais. 

A conVERSA é sobre a nova coleção primavera/verão 2026, que traz à Lisboa Fashion Week. 

Nesta edição da ModaLisboa, o que podemos esperar da nova coleção?

Esta coleção vai ser versátil, divertida, com muita cor e padrões, mesmo à imagem daquilo que um look de verão pede. 

Que inspirações guiaram o processo criativo?

Esta temporada foi muito guiada por referências ligadas ao “antigamente”. Se tivéssemos de vestir a mulher dos anos 30 ou 40, como se vestiria em Gonçalo Peixoto? Procurámos cruzar este paralelismo temporal com um estilo de verão fresco, leve e divertido, com muita cor.

O teu trabalho é muitas vezes associado a uma estética jovem e irreverente. É possível equilibrar isso com a maturidade da marca?

Sim, sem dúvida. A minha marca e coleções mudaram muito desde que comecei, há 10 anos. Ser irreverente é importante para mim, porque está na base daquilo que é a marca Gonçalo Peixoto, mas esta característica tem vindo a adaptar-se e tem trazido um equilíbrio com um mood mais sofisticado. 

De que forma a ModaLisboa continua a ser relevante para ti, enquanto designer português com uma marca já reconhecida internacionalmente?

A ModaLisboa é uma plataforma fundamental em Portugal. Foi muito importante para mim desde o início da minha carreira e tem sido aqui que partilho o meu trabalho com um público, há 7 anos, todas as temporadas. Será sempre um espaço de criatividade muito importante para a moda portuguesa e, para mim, é um orgulho estar presente há tantos anos.

O público e as redes sociais têm tido um papel importante no teu percurso. Tem tido impacto nas criações que apresentas? 

Por norma, estou muito atento ao que as pessoas procuram. Perceber a forma como o público se veste e conjuga as peças influencia, naturalmente, o processo de criação. Queremos peças que não sejam apenas para desfile, mas que sejam também adequadas ao quotidiano da mulher que as veste.

Quais os próximos passos para a marca Gonçalo Peixoto depois desta ModaLisboa?

O grande foco para os próximos anos será, sempre, a internacionalização e a expansão nesses mercados internacionais. Queremos, também, garantir que o nosso crescimento é responsável e consciente e reforçar a sustentabilidade do processo de produção. De resto, pretendemos manter o mesmo espírito inovador e autêntico tão característico da marca Gonçalo Peixoto.

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