Por que razão os mosquitos atacam mais umas pessoas do que outras?
Por que razão os mosquitos atacam mais umas pessoas do que outras? | Fotografia: Unsplash
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Achas que o sangue doce atrai os mosquitos? A ciência desmente e traz finalmente a explicação

Afinal, porque numa mesa há sempre quem seja mais atacado pelos mosquitos do que outras pessoas? A explicação chegou finalmente.

O verão é sinónimo de temperaturas elevadas e tempo passado ao ar livre. Muitas vezes na companhia de... mosquitos. Basta um fim de tarde no jardim, um jantar na varanda ou um passeio junto a zonas com água para que surjam as inevitáveis picadas, acompanhadas de comichão e irritação. E há uma pergunta que se repete todos os anos: por que razão os mosquitos parecem preferir algumas pessoas em detrimento de outras.

Durante décadas, uma das explicações mais populares foi a ideia de que quem tem o "sangue doce" é mais apetecível para estes insetos. No entanto, a ciência desmistifica esta ideia.

Em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia, o biólogo e entomólogo Rubén Bueno, especialista em entomologia sanitária, refere que os mosquitos orientam-se através de compostos libertados pela pele e pelo suor, como o ácido láctico e o octenol, bem como pelo dióxido de carbono (CO₂) que expiramos sempre que respiramos. E é isso que torna umas pessoas mais "atraentes" para os insetos do que outras, até porque os mosquitos não conseguem saber como é o sangue antes de picarem.

"Cada indivíduo emite uma combinação diferente de estímulos físicos e químicos que os insetos conseguem detetar", explica Rubén Bueno. "Dependendo do tipo e da quantidade desses compostos, algumas pessoas tornam-se naturalmente mais atrativas."

Embora alguns estudos sugiram que determinados grupos sanguíneos possam estar associados a diferentes padrões de emissão destes odores, o especialista sublinha que isso não significa que os mosquitos consigam detetar o tipo de sangue antes da picada.

Porque algumas pessoas quase não notam as picadas?

Há ainda outro aspeto que contribui para alimentar a ideia de que algumas pessoas "não são picadas". Na realidade, podem estar a sê-lo, mas o organismo reage de forma diferente.

"A primeira distinção que devemos fazer é entre ser picado e notar a picada", refere Rubén Bueno. Algumas pessoas desenvolvem uma reação alérgica mais intensa, com vermelhidão, inchaço e comichão, enquanto outras apresentam uma resposta inflamatória muito discreta ou praticamente inexistente.

Como reduzir o risco de picadas

"O primeiro passo é dificultar a reprodução dos mosquitos junto das nossas casas", aconselha o entomólogo. "Eliminar pequenos focos de água estagnada pode fazer uma grande diferença na redução da população destes insetos."

Além disso, o especialista recomenda a utilização de repelentes aprovados pelas autoridades de saúde, respeitando sempre as instruções de utilização e a frequência de reaplicação indicada na embalagem. Alguns deles podes encontrar na galeria de imagens.

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