Estamos em contagem decrescente para a mudança da hora que acontece na madrugada de domingo, 29 de março, mas, apesar de já estarem habituadas, a maioria das pessoas continua sem perceber os efeitos práticos desta mudança bianual. É assim tão necessária?
Segundo o Planetário do Porto, a hora de verão existe para "promover um melhor aproveitamento da luz do dia, levando a uma (eventual) poupança de energia". Para além disso, a mudança faz com que as pessoas acordem cerca de uma hora mais cedo, "aproveitando assim as primeiras horas de luz após o nascer do sol (já que de outra forma estariam a dormir)".
Mais tarde, com o pôr do sol, "a população deita-se, em média, uma hora mais cedo", o que também acaba por permitir a poupança de energia, explica o Planetário. É, aliás, isto que faz com esta mudança no horário seja conhecida, como daylight savings time, em inglês, o que significa "tempo de poupança de luz do dia", em português.
Mesmo assim, as dúvidas continuam e existem vários movimentos, assim como petições que pedem o fim desta mudança bianual. Claro, ao longo dos anos foram publicados alguns estudos que analisam desde o impacto da mudança de hora "no consumo de energia, número de acidentes rodoviários, as perturbações do ciclo circadiano (o nosso relógio biológico), o impacto na economia e até o simples bem-estar da população".
Certas investigações encontram vantagens em manter a mudança. Por exemplo, "sair para a escola ainda de noite, no pico do inverno, aumenta a hipótese de atropelamento das crianças". Já outros realçam as desvantagens do sistema, alegando que "o stress da mudança pode ser nocivo para a saúde de pessoas imunodeprimidas ou com doenças de sono". Também existem opiniões neutras, ou seja, não encontram qualquer diferença entre manter ou não a mudança.
Será que esta mudança vai deixar de acontecer num futuro próximo?
Esta mudança de horário acontece sob uma diretiva (lei comunitária) de 2000 e, em setembro de 2018, a Comissão Europeia "propôs o fim do acerto sazonal, mas o processo tem estado bloqueado desde então, por falta de acordo entre os estados membros sobre a matéria", lê-se na CNN Portugal.
