Foi proibida de fotografar no Mundial, mas conseguiu as melhores fotografias sem sair de casa
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Rafaela Simões
- 29 jun, 17:28
A história da fotógrafa Florence Pernet está a inspirar o mundo. Sem poder levar a lente para perto do relvado durante o mundial, arranjou uma solução, no mínimo, inesperada.
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A nova estrela do Mundial 2026
No fotojornalismo desportivo, estar no terreno é determinante para o resultado. Contudo, credenciais recusadas, limitações de circulação, zonas restritas ou simples decisões editoriais podem afastar fotógrafos e repórteres dos grandes palcos. Mas há uma história recente que mostra que, perante a barreira do acesso físico, a criatividade pode abrir outras janelas e até ter um impacto ainda maior do que o trabalho “tradicional” em estádio.
Foi precisamente isso que aconteceu com a fotógrafa francesa Florence Pernet, que viu o seu pedido de credenciamento para cobrir o FIFA World Cup 2026 ser recusado. Longe de desistir, Pernet encontrou uma solução inesperada: passou a acompanhar os jogos através da televisão e a registar, com o seu olhar fotográfico, fotografias que fazem inveja a muitos amadores.
Florence passou então a reinterpretar momentos do Mundial a partir do ecrã e a partilhá-los no seu Instagram e as imagens começaram rapidamente a circular nas redes sociais, tornando-se virais. E não foram só admiradas por profissionais da sua área.
O avançado francês Michael Olise partilhou publicações com imagens criadas por Pernet, reconhecendo o olhar singular da fotógrafa sobre o jogo. Também a Federação Portuguesa de Futebol se associou à divulgação dos seus registos, amplificando ainda mais o alcance do projeto.
Nas redes sociais, as publicações passaram a surgir acompanhadas das hashtags #noaccreditation e #noproblem, transformando-se num pequeno movimento informal dentro da comunidade de fotógrafos. Profissionais que também tinham sido afastados dos estádios começaram a partilhar as suas próprias interpretações dos jogos a partir de transmissões televisivas, criando uma espécie de “cobertura paralela” do Mundial.
No final, o que fica desta história não é apenas a polémica da credenciação, mas a prova de que o olhar fotográfico não depende exclusivamente do que acontece no relvado um estádio. Depende, sobretudo, da forma como se interpreta o jogo, esteja ele a acontecer no relvado ou no ecrã.
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