Num domingo que prometia ser tranquilo, o Museu do Louvre tornou-se palco de um assalto inédito. Em apenas sete minutos, dois homens conseguiram infiltrar-se na Galeria Apollo, onde estavam expostas algumas das mais preciosas joias da história francesa. Conseguiram levar oito joias, de acordo com o Ministério da Cultura francês.
Todas pertencentes à coleção pessoal da Imperatriz Eugénia, esposa de Napoleão III, entre as peças destacam-se uma tiara e um conjunto de safiras azuis que outrora brilharam nas cabeças das rainhas Hortênsia e Maria Amélia, além de colares e brincos oferecidos por Napoleão Bonaparte à sua segunda mulher, Marie Louise.
Mas o que poucos sabem é que o verdadeiro mistério destas joias não começou no dia do roubo. Começou há quase dois séculos, com o enigma de quem as criou.
Segundo os registos do próprio Louvre, a origem de algumas destas peças nunca foi esclarecida. “Apesar dos retratos dessas ilustres mulheres a usar este conjunto, a sua origem [e criador] permanecem um mistério”, lê-se na descrição oficial.
Acredita-se que o conjunto de safiras e diamantes composto por uma tiara, um colar e um par de brincos não terá sido produzido por uma joalharia real francesa, mas sim por um artesão independente, possivelmente de origem suíça ou italiana, que trabalhou secretamente para a corte.
No entanto, o criador permanecerá em mistério. Assim como os ladrões por tempo indeterminado.
As autoridades francesas mantêm discrição total sobre as investigações e apenas se sabe que uma das joias, identificada como a coroa da Imperatriz Eugénia, foi encontrada partida no exterior do museu, tendo possivelmente sido abandonada na pressa da fuga. Segundo o jornal Le Parisien, trata-se de uma peça composta por 1.354 diamantes e 55 esmeraldas.
