A NASA, agência espacial norte-americana, é há décadas um dos maiores símbolos da exploração do espaço. Nada se compara ao que desenvolve, mas... pequenos engenhos lançados aos céus na Tailândia podem vir a despertar o interesse dos cientistas?
No âmbito do Bun Bang Fai, também conhecido como “Festival dos Foguetes”, que se celebra há vários séculos, sobretudo no Laos e no nordeste da Tailândia, fruto da ligação a crenças antigas e ao budismo local, tailandeses constroem e lançam foguetes artesanais gigantes feitos de bambu e pólvora, com o objetivo principal de pedir chuva aos deuses antes do início da época das monções, essencial para a agricultura, especialmente o cultivo de arroz.
O festival acontece normalmente entre maio e junho, e já é comum circularem imagens do lançamento destes foguetes pela internet.
E o que te trazemos é, precisamente, um dos vídeos que tem circulado nas redes sociais, em que, contra todas as probabilidades, vemos uma estrutura artesanal de bambu lançada ao céu, girando sobre si própria enquanto sobe, sem explodir ou desintegrar-se no ar. Em vez disso, continua a ascender, como se desafiasse silenciosamente as expectativas de quem o observa.
O mais impressionante neste fenómeno não é apenas o facto de o foguete em bambu conseguir levantar voo, mas a forma como o faz: com estabilidade, rotação controlada e uma trajetória prolongada. Este tipo de comportamento pode despertar a curiosidade de entusiastas de aerodinâmica e engenharia, precisamente porque o bambu, sendo um material leve e flexível, raramente é associado a estruturas de voo tão consistentes.
Embora não haja confirmação de qualquer envolvimento direto da NASA em qualquer projeto que nasce neste festival, vídeos como este tendem a circular em comunidades ligadas à ciência e à engenharia, onde são analisados com interesse. A razão é simples: mesmo projetos artesanais podem levantar questões relevantes sobre princípios de física, estabilidade aerodinâmica e design experimental.
