Mesa de Natal | Fotografia: Pexels
Gourmet

Dos queijos ao marisco: engenheira alimentar alerta para perigos na Consoada

Antes de te sentares à mesa, toma nota das recomendações de uma engenheira alimentar. Tudo por um Natal mais seguro, dos queijos às rabanadas.

A Consoada de Natal reúne a família à volta de petiscos que vão abrindo o apetite enquanto o jantar não chega à mesa. No entanto, entre o calor da casa e a vontade de receber bem, há pequenos gestos que se repetem todos os anos e que podem comprometer a segurança alimentar.

Um dos erros mais comuns na Consoada de Natal está precisamente nas entradas esquecidas. Quem nunca ouviu a frase: “ficam na mesa para quem quiser”? O problema é que, muitas vezes, ficam horas. Deixar alimentos mais perecíveis – como queijos, enchidos, patês ou marisco – fora do frio, à temperatura ambiente de uma casa aquecida, durante mais de duas horas, aumenta significativamente o risco de proliferação de bactérias.

Segundo a engenheira alimentar Susete Estrela, esta situação é mais frequente do que se imagina. As tábuas de queijo e outros aperitivos são preparadas com antecedência, ficam em cima da mesa enquanto se espera pelos convidados e acabam por permanecer fora do frigorífico muito para além do tempo seguro. O ideal, explica a especialista, é manter as entradas no frio e retirá-las apenas quando a família chegar. Depois, em vez de deixar grandes quantidades expostas, deve-se ir repondo à medida que vão sendo consumidas.

Este é apenas uma das 12 dicas de segurança alimentar deixadas por Susete Estrela para uma Consoada mais segura.

Eis as restantes dicas.

1. Descongelar “ao calor” da lareira ou da bancada: deixar o peru, o bacalhau, o polvo ou carne a descongelar à temperatura ambiente, em vez de o fazermos no frigorífico;

2. Atropelar a data dos lacticínios: consumir os lacticínios (por exemplo, natas, queijo ou sobremesas) depois da data de “consumir até”, porque ainda parecem bons, sabem e cheiram bem;

3. Entradas esquecidas: “é só até chegarem”– Deixar a comida mais perecível fora do frio, à temperatura ambiente (casa aquecida), durante mais de 2 horas. Prepare as tábuas de queijo e outras com higiene, tire-as do frio só quando a família chegar - e depois, vá repondo à medida que vão comendo;

4. Fumados e charcutaria: fé em vez de datas – Consumir peixe fumado ou carnes frias/fatiados depois da data de “consumir até”, porque ainda parecem bons, sabem bem e cheiram bem;

5. Alergias? “Ninguém tem…”: não perguntar aos convidados sobre as alergias, intolerâncias e necessidades alimentares;

6. Sobras em modo “depois logo arrumo”: deixar as sobras mais de 1-2 horas à temperatura ambiente, em vez de as arrefecer de imediato e colocar no frigorífico ou congelador;

7. Meio cozido agora, acaba de cozer depois: cozinhar a comida parcialmente com antecedência e depois deixá-la à temperatura ambiente antes de acabar de cozer mais tarde;

8. Peru com líquido cor-de-rosa= “Peru” por dentro: não seguir bem as instruções e temperatura de segurança e não confirmar se o peru está ou nem bem cozinhado – cru por dentro – (especialmente na zona interna das coxas);

9. A mesma faca para tudo: reutilizar as facas e outros utensílios que foram usados para carne e peixe crus em alimentos prontos a comer (presunto, pão, queijo…) sem os lavar e desinfectar entre utilizações;

10. Frigorífico da esperança: não confirmar se o frigorífico permanece entre 2-4 °C e ter esperança que consiga conservar tudo, mesmo sem espaço para circular o ar fresco;

11. Sobras até ao Ano Novo: guardar restos e sobras de Natal perecíveis, por mais de dois dias;

12. Arrumar morno: colocar as sobras ainda quentes directamente no frigorífico, sem arrefecer primeiro.

Coolhunting

Iva Domingues, acertaste no padrão que vai dominar as tendências de 2026

O look recente de Iva Domingues foi suficiente para nos fazer antecipar aquela que pode ser a grande aposta de 2026 quando falamos em tendências de moda.

Gourmet